PREJUÍZO

Balão obriga empresa a interromper a produção

A soltura ilegal de balão suspendeu as atividades da empresa Air Products, na Vila Industrial, por cerca de 30 minutos, na noite da última sexta-feira, enquanto os funcionários da brigada de incêndio e depois o Corpo de Bombeiros pudessem destruir a estrutura que estava caindo e enganchou em uma das torres da planta de Mogi das Cruzes.

Marcus César Marinho da Silva, gerente-geral da empresa no Brasil e Argentina, explicou que a situação foi uma surpresa muito ruim e apresentou riscos porque além do fogo que alimentava o balão de 20 metros, a estrutura contava ainda com uma cangalha de cerca de 30×30 metros, com pequenas velas, que passaram a cair derrubando o fogo pela empresa, que trabalha com a separação e distribuição de oxigênio para hospitais. Com a pandemia do novo coronavírus, o trabalho se tornou ainda mais importante, por isso a empresa tem trabalhado dobrado.

“Chamamos os bombeiros e o nosso pessoal da brigada começou a atuar, porque tínhamos cinco brigadistas no local e mais dez que moram na redondeza da empresa. Quando os bombeiros chegaram, o balão já estava no chão apagado. A atuação deles com as mangueiras de alta pressão do sistema anti-incêndio foi determinante para que algo mais grave não acontecesse”, conta.

Após o fogo contido, a estrutura metálica do balão foi inteiramente cortada, para que não fosse utilizada. Ao lado de fora da empresa, segundo o gerente, havia baloeiros a fim de recuperar a estrutura. A Guarda Municipal e a Polícia Militar precisaram agir para que eles não acessarem o interior da empresa. Pelas redes sociais, o gerente descobriu que o balão tinha sido solto em outro local e, possivelmente, ele já estava caindo quando acessou a empresa.

“Por uns 30 minutos a gente paralisou as atividades dentro da empresa, inclusive estávamos carregando caminhões de oxigênio para atender aos hospitais do estado. A gente tem enviado oxigênio para os hospitais de Mogi, Suzano, capital e interior de São Paulo, e tivemos que parar porque há vapores liberados durante o carregamento que podem causar incêndio”, detalha.


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