SEGURANÇA

Bases Comunitárias da PM de Mogi deixam de atender 24 horas

DESCOBERTO O Jardim Maricá, onde a base alterna horários fechados e abertos, também estava sem policial na manhã de ontem. (Foto: Natan Lira)
FALHAS Já há algum tempo, moradores de regiões como a Rua Thuller conferem as dificuldades para a manutenção do serviço. (Foto: Natan Lira)

As bases da Polícia Militar da avenida Brasil e dos bairros Jardim Rodeio, Jardim Universo e de Braz Cubas estavam fechadas na manhã de ontem. No final de setembro, O Diário já havia mostrado que as unidades não funcionavam mais durante 24 horas, segundo as pessoas que convivem no entorno. Em outubro, no entanto, todas elas estavam funcionando, quando uma nova visita foi realizada pela reportagem. A Polícia Militar havia esclarecido à época que os agentes eram retirados das bases apenas para fazer algumas operações, mas que retornavam. Na prática, no entanto, a comunidade nota a deficiência na manutenção desse serviço público que incrementa a segurança nos bairros.

Na base do Distrito de Braz Cubas, segundo a comerciante Gisele Ferreira Cintia, de 42 anos, que tem um trailer no local, não teve policial no domingo e na manhã de ontem também ninguém havia aparecido. Ela afirma que a situação revolta e preocupa os comerciantes da localidade, porque foram eles que se uniram para construir a base, e a Polícia Militar se comprometia a manter os agentes. “O Governo do Estado diz que tem a melhor polícia, mas cadê que investe em aumentar o efetivo, ao invés de diminuir a nossa segurança. Antes aqui funcionava 24 horas, agora, quando tem, eles ficam só até umas 22 horas”, pontua.

Na unidade do Jardim Universo, na movimentada Rua Thuller, o aposentado Geraldo Faustino Pires, de 91 anos, disse que o funcionamento está “descontrolado”. Ele conta que, apesar do bairro ser calmo, o funcionamento da base policial ajudou a tirar criminosos e vândalos que agiam na praça ao lado da unidade. “Eu acredito que seja o baixo efetivo, porque ontem [domingo] mesmo teve um policial aqui, mas não sei se ficou o dia inteiro. A gente precisa de um trabalho efetivo, em período integral”, defende.

No Rodeio e na Avenida Brasil a situação também é a mesma, segundo quem mora na região. A atendente Yasmin Vitoria disse que os moradores e comerciantes chegaram a fazer um abaixoassinado, a fim de manter a unidade da avenida Brasil, no Mogi Moderno. “Ela abriu por esses dias, mas ficam um pouco à tarde e à noite já vão embora. De manhã mesmo não tem vindo ninguém. A gente se sente inseguro”, conta.

DESCOBERTO O Jardim Maricá, onde a base alterna horários fechados e abertos, também estava sem policial na manhã de ontem. (Foto: Natan Lira)

A reportagem de O Diário voltou a questionar a Polícia Militar sobre o fechamento das unidades, mas não teve retorno até o fechamento dessa matéria, às 18h30 de ontem. Em setembro passado, a PM justificou o fechamento das duas unidades fechadas à época com a seguinte informação: “os policiais militares alocados nas bases podem ser remanejados para qualquer outra modalidade de policiamento, de acordo com a necessidade operacional e projeção de abrangência de um maior número de pessoas da comunidade”, destacou o texto.

Com a chegada do final do ano e uma maior movimentação de pessoas nas ruas e nos comércios em função de compras e confraternização, o desmonte das bases tornase uma preocupação a mais nessas comunidades.


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