CHICO ORNELLAS

Benedicto, o fotógrafo I

Ele não foi o único aficionado pela fotografia a ter Mogi como seu foco principal no século passado. Mas, o cuidado com a catalogação e a dedicação à preservação, fazem do acervo de Benedicto Alves dos Anjos a principal fonte iconográfica da Cidade. A catalogação era dele, a preservação de seu filho Nabor Arouche Alves. Aqui, uma mostra desse tesouro.

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Assim era a Rua Dr. Deodato Wertheimer, no início da década de 1950, vista a partir do ponto onde hoje está o relógio da Praça Oswaldo Cruz. Passagem obrigatória, antes da Via Dutra, para os que utilizavam a Estrada Velha São Paulo-Rio.

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Porta de entrada para quem chegasse pelos trens da Estrada de Ferro Central do Brasil, a Praça Sacadura Cabral, em meados da década de 1930. Os táxis faziam ponto ao redor do largo, frente ao qual havia belos casarões ocupados por pensões à espera dos viajantes.

Foto-03

Esta é a Rua José Bonifácio, quase esquina com a Rua Manoel Caetano. Ao fundo, a Igreja e o Convento do Carmo. As casas à direita foram ocupadas pela família do professor Adelino Borges Vieira, vizinho daquela que abrigou a Maternidade do Dr. Deodato e, por fim, a da família do Coronel Souza Franco.

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O caminhãozinho segue pela Rua Dr. Correa, em direção ao Largo do Bom Jesus, cruzando a Rua Coronel Souza Franco. A cidade de Mogi das Cruzes nessa época, década de 1920, não chegava a 15 mil habitantes.

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Águas abasteciam a biquinha da Rua São João, ali na confluência da Rua Marechal Deodoro. E as donas de casa levavam a roupa para lavar e o assunto para conversar. A biquinha resistiu até meados da década de 1960.

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A Ponte do Suspiro, na Rua Capitão Paulino Freire, recebia água de córrego e dela se tinha visão privilegiada do primeiro prédio do Instituto Dona Placidina. Desapareceu com a canalização, que pôs fim às constantes enchentes que havia ali.

GENTE DE MOGI

CINÉFILO – Ele não nasceu em Mogi, mas circulava por esta como se fosse a sua Cidade. Veio ter aqui por conta do trabalho no Senai; também saiu, para Jundiaí, pelo mesmo motivo. E voltou, em meados da década de 1960, para dirigir, por 30 anos, a Rádio Marabá, depois Rádio Diário de Mogi e assinar a coluna de Cinema deste jornal. Paulo Marques morreu em 1998.

O melhor de Mogi
A Praça Norival Tavares. Transformou-se em ponto de encontro de nossa juventude e, assim, em área de referência da Cidade. Marca a região de fronteira entre o centro velho e a Mogi do Século XXI. Merece ser olhada com atenção e carinho por quem goste desta Cidade.

O pior de Mogi
Não só de radares e multas vive o trânsito de Mogi, também de lombadas. Se há radares, porque lombadas? Se há lombadas, porque radares?

Ser mogiano é….

Ser mogiano é… lembrar de Mario Amabis, que atuava na farmácia da Praça Firmina Santana e que a Cidade tratava, carinhosamente de Mario Torradinho.