EDITORIAL

Boa notícia

Está nos números, o argumento do título acima. A cada mês, 90 novos pacientes recebem o diagnóstico do câncer e são encaminhados no Centro Oncológico do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar. Até dois anos atrás, quando Mogi das Cruzes e Região ainda não contavam com esse serviço público especializado, os pacientes eram tratados longe de casa,  em hospitais da Capital e Grande São Paulo, tornando a busca pela recuperação e cura ainda mais difícil para quem enfrenta a doença.

Todos ganham com a melhor estruturação do Centro Oncológico. A luta contra o câncer envolve fatores que depende das estratégias governamentais para conter o avanço das mortes, a redução do tempo de tratamento (hoje possível, com o avanço das tecnologias e do diagnóstico precoce), e a promoção do bem-estar do paciente, que sofre com os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia.

Nesta semana, o Luzia de Pinho Melo recebeu a boa notícia: a conquista da segunda máquina de radioterapia e os recursos necessários para a instalação e adaptação do prédio do Centro Oncológico para receber o equipamento, anunciada pelo deputado federal, Marco Bertaiolli. Estima-se que a segunda máquina poderá ampliar em até 30% a capacidade de atendimento. Isso, na prática, significa diminuir o espaço de espera entre o diagnóstico e o tratamento e cura. Por mês, de imediato, 90 pessoas são impactadas.

Atualmente, 2,6 mil pessoas estão em tratamento no hospital tido como referência para o Alto Tietê e outras cidades fora desse perímetro. E ainda há pacientes da nossa região que se destinam a outros centros médicos de São Paulo.

Porém, o aperfeiçoamento da capacidade de atendimento do Centro Oncológico contribui para mudar esse paradigma, com benefícios imediatos para o paciente, seus familiares, e em um outro sentido, tão importante quanto, para a própria rede pública – quanto mais rápido o câncer for tratado, maior eficiência se dá às políticas públicas de saúde para o enfrentamento dos índices epidemiológicos e dos reflexos da doença na vida produtiva do paciente.

Trata-se de melhorar a qualidade do tratamento e de vida dos pacientes, mas também de reduzir gastos públicos.

Agora, é esperar a chegada dos recursos ao destino. Entre o anúncio e a efetivação dos projetos na rede pública costuma haver um hiato considerável. A conquista do próprio Centro Oncológico exemplifica isso. Desde a promessa de construção do serviço, em 2012, e a entrega do prédio, em 2017, os pacientes de Mogi e Região esperaram cinco anos.