EDITORIAL

Boas notícias

Empresas valorizam o polo industrial local e regional

Quando se mede a complexidade dos reflexos os índices do desemprego e as dificuldades de se movimentar o mercado de trabalho, a conclusão dos investimentos em modernização e ampliação da capacidade de produção das empresas Rinnai Brasil e Höganäs de Mogi das Cruzes ganha um peso ainda maior. São indícios promissores das apostas feitas pelo setor industrial na cidade.

Ao investir nas plantas mogianas, essas empresas valorizam o polo industrial local e regional (elas movimentam uma cadeia de outros empregos e negócios na vizinhança) e demonstram as convicções das matrizes dessas fábricas no mercado nacional. A Rinnai tem sede no Japão. A Högänas, na Suécia.

Os responsáveis por esses empreendimentos miram o longo prazo quando a estabilização econômica, acreditamos todos nós, irá provocar a retomada do consumo reprimido. A recessão paralisou o crescimento econômico e o desenvolvimento social em um país com um largo horizonte quando se fala em mercado consumidor.

Quando o consumo for novamente retomado, as empresas melhor preparadas estarão aptas a explorar a demanda freada pela crise política e econômica.

Além dos interesses próprios, ao manter os investimentos na cidade, essas empresas e outras que não descartaram os projetos de expansão e modernização reconhecem o papel das plantas mogianas e da cidade que as acolheram no passado.

Há ainda outro ponto positivo e relevante essas unidades incorporam os processos exigidos pela indústria 4.0, a chanada quarta revolução industrial.

A Rinnai está completando 44 anos de atuação em Mogi das Cruzes. Quem virá apresentar as novas instalações são diretores da sede da empresa instalada em Nagoia, uma de nossas cidades-irmãs, o que revela a importância desse momento para a unidade que recebeu um aporte financeiro de R$ 35 milhões neste plano de expansão.

Um pouco mais nova por aqui, mas fundada em 1797 na Suécia, a Höganäs está há 20 anos no município. Ela acaba de investir R$ 50 milhões na modernização e ampliação da fábrica de pós metálicos do Distrito de César de Souza. Um dos marcos da efeméride foi a instalação de uma obra de arte pública do artista mogiano Rodrigo Bittencourt.

Essas empresas seguem a cartilha da integração comunitária e da responsabilidade social que alguns nomes da iniciativa privada sabem tão bem preservar e faz diferença no posicioamento de suas marcas junto aos seus colaboradores, consumidores, vizinhos, e etc.