EDITORIAL

Bons sinais

O que chega à bancada de atendimento ao público da Secretaria Municipal de Planejamento sinaliza para algo muito além da maneira como o solo urbano se expande ou modifica em Mogi das Cruzes. Esse setor da Prefeitura modela a contração ou a expansão da economia mogiana. Projetos de construção, ampliação ou reforma de imóveis, lojas e fábricas são apresentados em primeira mão ao corpo técnico do governo municipal, responsável pelas análises iniciais sobre o que planejam e pretendem fazer os investidores no território urbano de Mogi das Cruzes.

Essa bancada pode ser comparada a um farol que lança luz sobre o desenho futuro dos bairros, a expansão populacional, e o ritmo de maturação desses dois fenômenos. E os sinais detectados por ali são de uma lenta, mas já perceptível recuperação da construção civil, um setor praticamente paralisado desde 2014.

A atual recessão econômica começou naquele ano, durante governo de Dilma Rousseff (2011-2016) e se perpetrou durante a gestão de Michel Temer (2016-2018). Desde o ano passado, com a eleição do presidente Jair Bolsonaro e as expectativas criadas por uma série de fatores (equipe econômica e o compromisso com as reformas política e da Previdência Social) começaram a reativar “motores desalinhados da economia”. Análises apostam o fim da crise até 2020.

Esses movimentos estão sendo sentidos na cidade, com a retomada de consultas e a apresentação dos primeiros projetos para a ampliação das principais plantas industriais de Mogi das Cruzes (NGK do Brasil, GM (General Motors), KC (Kimberly-Clark) e Melhoramentos) e a construção de empreendimentos residenciais dos grupos Helbor e MRV, no Distrito de César de Souza. As informações foram contadas a este jornal pelo secretário municipal de Planejamento, Claudio de Faria Rodrigues.

É um sintoma positivo a elaboração desses projetos – ainda que o lançamento efetivo dos empreendimentos e/ou o início da produção industrial não seja imediato. Ter os projetos em mãos e as primeiras aprovações de registros oficiais é um passaporte seguro para a execução desses planos.

Outro sentido importante é a opção dos investidores por Mogi das Cruzes. Isso significa, ainda, maior rapidez na movimentação da roda financeira (geração de empregos, arrecadação de impostos, etc).

Junte a quadro outra aposta positiva e também confirmada pelo secretário: a execução do projeto Mogi Ecotietê, que também movimentará a construção civil local e regional.