ARTIGO

Brasil endemoniado

Olavo Câmara

Brasileiros não se pode deixar que o caos social tome conta da nação. O STF e outras instituições estão de olhos fechados, não tomando decisões e julgamentos de urgência para possibilitar o avanço e a retomada da estabilidade nacional. Trocando ideias com um amigo que faz curso na Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg) -, senhor Stefano, chegamos à seguinte conclusão: “Os maus exemplos veem de cima, o STF não se mostra independente e os seus ministros deveriam se calar e somente dar entrevista ou fazer comentários quando um processo transitasse em julgado definitivamente”. Mas não é o que ocorre.

A deusa da Justiça está chorando, pois ela sempre ensinou: “Quando houver choque entre a Lei e a Justiça, deve prevalecer a Justiça”. No momento que se vive está havendo uma inversão de valores e não está prevalecendo nem a Lei e a Justiça, mas os interesses pessoais e das instituições, sendo que algumas destas instituições apodreceram. Há autoridades que demonstram e preferem “o caos social à ordem”.

Desacreditar na Justiça leva os bons cidadãos ao desânimo. O que sobra no momento são algumas instituições como militares, algumas religiões e parte dos professores. Que desmoralização vive o Brasil! Os brasileiros conscientes devem se entregar à luta para expandir o trabalho de cidadania e patriotismo. A luta é grande e não haverá mudanças se os desafios não forem encarados frente a frente em face das instituições que apodreceram moralmente. É impossível continuar com um país rico em recursos e um povo pobre em consciência tanto material como espiritual.

Ressalte-se que nos últimos anos houve uma pequena melhora em certos segmentos da população, mas ainda distante das necessidades. A fé e a confiança devem ser depositadas nas crianças, pois são elas que trazem a esperança.

É necessário esperar que todos que estão com mais de 40 anos de idade se tornem idosos e morram para dar lugar às novas gerações, a exemplo do que fez Moisés quando retirou o povo hebreu do Egito, que vivia como escravo e os levou para o deserto e lá perambularam por 40 anos, aguardando que quem viveu como escravo morresse e os novos que foram nascendo no deserto aprendessem o regime de liberdade. Caro cidadão, não permita que o pessimismo tome conta da sua mente.

Olavo Câmara é advogado, professor, mestre e doutor em Direito e Política

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