AGRICULTURA

Calor afeta hortaliças e eleva preço em Mogi

Produtores rurais são orientados para o cultivo de verduras e legumes em ambientes protegidos a fim de evitar perdas. (Foto: Henrique Campos)
Produtores rurais são orientados para o cultivo de verduras e legumes em ambientes protegidos a fim de evitar perdas. (Foto: Henrique Campos)

Com temperaturas bem elevadas em comparação aos anos anteriores, o verão de 2019 tem prejudicado algumas safras, principalmente de legumes e verduras. Alguns produtos já estão com preço mais elevado no mercado, enquanto outros somem rapidamente das prateleiras e feiras. A recomendação aos produtores tem sido o cultivo em ambientes protegidos, segundo o secretário municipal de Agricultura, Renato Abdo.

Ele explica que desta maneira é possível controlar o microclima, mas que ainda assim pode haver a perda de produtos. O chefe da pasta lembra ainda de outros problemas que podem ocorrer, como a proliferação de pragas, já que os insetos se multiplicam com maior facilidade neste período do ano e o produtor precisa desembolsar valores significativos para fazer o controle.

“O clima realmente atrapalha bastante, temos uma perda de produtos no campo e na qualidade. Não há reação no preço a ponto de cobrir gastos com o custo de produção e o produtor não consegue desenvolver atividade. O consumidor acaba sofrendo o reflexo, tendo que pagar mais em um produto de menor qualidade. Tem plantação que não dá para tirar do campo, principalmente, folhosas e maçarias, que são mais sensíveis a esse calor”, comentou Abdo.

No Mercado Municipal, os reflexos já podem ser vistos. Por lá, o mogiano José Benedito de Oliveira, 65 anos, buscava por coentro e disse que estava difícil de encontrar. Ele conseguiu achar a erva, mas o preço estava um pouco mais alto que o normal. A compra foi feita no box de Carlos Antônio dos Santos, 52, que mostra um maço de coentro e diz que aquela quantia costuma ser vendida por R$ 1,50, mas que agora está custando R$ 3,00.

“A couve-flor, por exemplo, têm as que são cultivadas no inverno e aquelas do verão, mas mesmo assim, elas não estão preparadas para esse calor todo, porque não aguentam a temperatura tão alta. Às vezes, mesmo deixando na estufa, o plantio não dá certo, não suporta. Se faz ao ar livre, as chuvas muito fortes também são prejudiciais, porque deixam a terra muito dura. Então, algumas coisas faltam mesmo”, disse Carlos Antônio dos Santos, 52 anos, que há 18 mantém um box no Mercadão.

O planejamento do comerciante teve de ser alterado, para não perder mercadorias. No caso dos morangos, por exemplo, ele costumava levar até 100 caixas por dia ao Mercado, mas agora são 30 para que as frutas não estraguem se não forem vendidas. As melancias, que são bastante vendidas nesta época do ano por serem mais refrescantes, estão em falta, afirmou Santos.


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