PROBLEMA

Câmara critica iluminação pública em Mogi e ameaça pedir término do contrato

Estruturas são alvos de criminosos que furtam cabos e luminárias gerando prejuízo ao sistema de iluminação. (Foto: Edson Martins)

A Câmara de Mogi fez críticas à iluminação pública na cidade e até ameaça pedir a revogação do contrato com a empresa Trajeto Engenharia & Comércio, responsável pelos serviços no município. Os vereadores devem convocar os representantes da concessionária para pedir explicações sobre a falta de manutenção e aumento dos pontos escuros, especialmente em bairros mais afastados. A Casa também deverá convidar o secretário municipal de Obras, Walter Zago, a fim de pedir informações sobre o sistema utilizado pela Prefeitura para fiscalizar os trabalhos da contratada.

O assunto foi levado ao plenário na sessão de ontem pelo vereador Antônio Lino (PSD), depois de ter constatado pessoalmente o problema. Ele contou que após ter recebido várias reclamações, decidiu dar uma volta pela cidade para confirmar as denúncias.

“No trajeto entre Jundiapeba e São Martinho contei 72 lâmpadas apagadas, algumas queimadas e outras quebradas. Depois disso perdi as contas, porque a situação é parecida na Chácaras Guanabara e Jardim Margarida, César de Souza e muitos outros locais. Hoje, a iluminação só não tem muitos problemas no centro”, relata Lino.

Ele alega que a empresa tem contrato que prevê o plano de expansão e a troca de 1,2 mil lâmpadas por mês, mas não vem cumprindo o acordo. Além disso, diferente do que ficou acertado com a Câmara, não envia representante para participar das reuniões da Comissão de Obras, Habitação, Meio Ambiente e Urbanismo, que discute os problemas de fiação e energia elétrica na cidade.

A partir desses relatos, vários outros vereadores se manifestaram para falar sobre falta de luz em diversos pontos, inclusive nas estradas rurais. Edson Santos (PSD) observa que o contrato prevê a troca de lâmpadas queimadas com prazo de 48 horas, mas isso não vem acontecendo. Mauro Araújo (MDB) afirma que Mogi não pode ficar “às escuras”, e se não cumpre o acordo, “a empresa precisa ser substituída”.

Eles também disseram que vão cobrar relatórios e explicações da Secretaria de Obras sobre a utilização dos valores arrecadados com os 4% descontados nas contas de energia dos contribuintes para pagar a Contribuição de Iluminação Pública (CIP). O contrato com a Trajeto tem teto de R$ 9 milhões por ano.

Na sessão, os vereadores também falaram sobre problemas de falta de infraestrutura em Jundiapeba. Pedro Komura (PSDB) reclamou das enchentes e disse que o prefeito Marcus Melo (PSDB), durante encontro ontem à noite com a comunidade do distrito, pretendia anunciar obras de drenagens e serviços para acabar com os alagamentos na região.