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Câmara de Mogi das Cruzes começa a definir futuras comissões

FILÃO Afinidades e interesses movem a preferência de vereadores por determinadas comissões da casa. (Foto: arquivo)

As lideranças da Câmara de Mogi das Cruzes devem se reunir na próxima semana para dar início as discussões sobre as composições das nove comissões permanentes do Legislativo para atuar em 2020, ano eleitoral e último do período da atual legislatura. O recesso acaba na primeira semana de fevereiro e até lá os grupos devem estar definidas. A informação é do presidente da Casa, vereador Sadao Sakai (PL), que pretende fazer a escolha dos nomes para compor as pastas através de uma decisão “em consenso”.

As siglas mais fortes, com maior número de integrantes em suas bancadas, têm prioridade nas escolhas. Porém, o presidente explica que são levadas em conta a orientação profissional e a área de atuação de cada um dos parlamentares. Sempre há disputas internas, mas normalmente vence os que tem mais experiência e força política na Casa.

Um dos exemplos é o caso do vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, que mesmo sendo o único representante da sigla, se mantém como um dos favoritos à presidência da Comissão de Saúde, Zoonoses e Bem Estar Animal. Ele é médico e um dos decanos da Casa.

Apesar de ter permanecido afastado do Legislativo durante o ano de 2019, Bezerra afirmou que quer a vaga que já ocupou em anos anteriores. No entanto, apesar do favoritismo, vai ter que encarar uma disputa com outro médico da Câmara, o vereador Otto Flores Rezende (PSD), que também almeja o cargo, ocupado em 2019 por Cláudio Miyake (PSDB).

Entre as pastas mais disputadas estão as comissões de Justiça e Redação, e Finanças e Orçamentos, por onde passam praticamente todos os projetos do Executivo encaminhados à Câmara. Mas, tudo indica que essas pastas devem continuar sob a presidência de Mauro Araújo (MDB) e Antonio Lino (PSD) respectivamente.

A vaga do titular da Educação é uma das dúvidas. Protássio Nogueira (PSD), que esteve no cargo em 2019, assumiu neste ano a primeira secretaria da mesa diretiva da Casa, e não pode participar de comissões. Existe a possibilidade de o cargo ser ocupado por Caio Cunha (PV), que também pretende integrar a pasta de Justiça e Redação.

A vereadora Fernanda Moreno (PV), ativista da causa animal, deve ter o nome confirmado como membro da comissão de Saúde Zoonoses e Bem Estar Animal, grupo ela também integrou nos últimos anos.

Marcos Furlan (DEM) afirma que pretende permanecer à frente da Cultura, Esportes e Turismo. Da mesma forma, Edson Santos (PSD), apesar de declarar que vai “respeitar o consenso”, admite que a intenção é continuar como presidindo a Assistência Social, Cidadania e Direitos Humanos.

O mesmo acontece com Jean Lopes (PCdoB), presidente no último exercício do grupo de Transportes e Segurança Pública; e com o Francimário Farofa Vieira de Macedo (PL), que em 2019 liderou a pasta de Indústria e Comércio, Agricultura e Direito do Consumidor.

Há dúvidas sobre os nomes que vai presidir a comissão de Obras, Habitação, Meio Ambiente, – ocupada no ano passado por José Antônio Cuco Pereira (PSDB). “Sendo este ano de eleições, deixo a cargo dos colegas que serão candidatos”, enfatiza o vereador, que não pretende concorrer à reeleição em 2020.

As comissões são compostas por cinco membros cada e as renovações acontecem anualmente. Elas são responsáveis pela análise dos temas, emitem opinião técnica e sugerem a aprovação ou rejeição dos projetos, por meio de pareceres, antes de as matérias serem votadas no plenário. Cada parlamentar participa de, pelo menos uma, e no máximo de três delas. Os nomes são oficializados na primeira sessão do ano.


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