SESSÃO

Câmara de Mogi defende flexibilização da quarentena na cidade

A Câmara de Mogi das Cruzes quer agilizar a flexibilização da economia no município. Os vereadores pretendem se reunir com o prefeito Marcus Melo (PSDB) para cobrar uma posição dele sobre o assunto e discutir a possibilidade um plano específico para a retomada das atividades na cidade, seguindo as regras de segurança para evitar o avanço da pandemia.

O assunto foi amplamente discutido na sessão da tarde desta quarta-feira (27) pelos parlamentares. Eles aprovaram um requerimento verbal do vereador Mauro Araújo (MDB), que solicita reunião online com Melo até sexta-feira.

“Queremos que o prefeito peça para o Estado avaliar a situação de Mogi independentemente dos demais municípios da Grande São Paulo. O Governo está olhando necessidades de outras cidades e esquecendo Mogi. A cidade precisa receber tratamento diferenciado, até porque tem características próprias que precisam ser levadas em conta”, destacou Araújo.

O Governo do Estado, segundo ele, não pode ditar regras para retomar as atividades em outras regiões e deixar o município de fora. “Mogi não avançou praticamente nada até agora. A cidade está recebendo muita gente de fora. Quase a metade dos leitos do Hospital Municipal, 40%, está ocupado por pacientes da região, e até agora o Estado não ajudou a cidade, nem mesmo com o Hospital de Campanha, montado com dinheiro da Prefeitura. Temos que cobrar uma posição”, argumenta.

A maioria dos colegas concordou. Os parlamentares alegam que tem muita gente passando necessidade após dois meses de quarentena e precisam de uma perspectiva para programar a retomada de suas atividades. Um deles, Marcos Furlan (DEM), afirma que é possível reabrir vários segmentos adotando todas as medidas de distanciamento e higiene. “Não podemos esperar mais. Temos que fazer a coisa justa. Se a região tem a possibilidade de abrir o comércio e alguns segmentos de forma regrada, temos que fazer funcionar, porque a economia não aguenta mais”, declarou.

Porém, Antonio Lino (PSD) afirma que é preciso avaliar todos os dados antes de adotar qualquer posição. “Essa é uma questão que precisa ser bem discutida tecnicamente e não politicamente”, afirma. Antônio Cuco Pereira (PSDB) também defende essa posição.

O vereador Iduigues Ferreira Martins (PT) disse que é contra essa pressão que está sendo feita só pensando na economia, quando nesse momento o mais importante é salvar vidas. “Economia e emprego a gente recupera, mas vidas não. Temos que pensar em reduzir mortes e salvar vidas”, disse. O colega de bancada, Rodrigo Valverde, também defende esse argumento, mas acha que o município precisa ajudar mais as famílias em situação de vulnerabilidade.


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