EMBATE

Câmara de Mogi é contra os novos 35 radares na Cidade

Fiscalizadores começam a multar os motoristas a partir de agosto. (Foto: Eisner Soares)
Fiscalizadores começam a multar os motoristas a partir de agosto. (Foto: Eisner Soares)

A Câmara de Mogi das Cruzes se manifestou totalmente contra à instalação de radares móveis em 35 novos pontos de fiscalização no Município. Do total de 23 vereadores, apenas dois não assinaram a moção apresentada pelo vereador Diego Martins (MDB), o Diegão, que será encaminhada ao prefeito Marcus Melo (PSDB) com o pedido da suspensão imediata desse sistema de fiscalização e emissão de multas. Eles sugerem mais investimentos em campanhas educativas do que na punição dos infratores.

O assunto foi muito debatido durante a sessão de ontem e chegou até o gabinete do secretário municipal de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, também criticado por alguns parlamentares contrários ao que definem como a instituição da “indústria da multa” no Município. O titular da Pasta se apressou em ir até a Câmara para uma conversa de bastidores com alguns vereadores, que mantiveram o posicionamento. Ficou acertada então uma reunião hoje, às 14 horas, para que Almeida possa dar mais detalhes do projeto.

O vereador Diegão se mostrou um dos mais ‘indignados” com os radares que começam a multar em agosto. Segundo ele, pela tabela de monitoramento de velocidade divulgada pela Prefeitura, em algumas vias, o limite não condiz com a realidade de corredores com o existente nas proximidades do cruzamento das avenidas Japão com a Julio Simões, onde o limite será de 40 km/h. “Se soltar o ponto morto, o carro vai passar de 60 km/h, ou seja, a via tem características para tráfego rápido e essa limitação vai provocar congestionamentos. Os radares móveis não educam ninguém, só oneram os bolsos das pessoas”, disse.

Outro que se posicionou contra foi o vereador Mauro Araújo, que questionou a falta de critérios e o uso do dinheiro arrecadado com as multas. Ele cita a Avenida Francisco Rodrigues Filho, que terá 13 pontos de radares, alguns com diferença de velocidade. “Há trechos com limite de 60 que depois cai para 40. Temos que saber quais os critérios que a Prefeitura está utilizando”.