PANDEMIA

Câmara de Mogi propõe redução em conta de água de comerciantes durante a quarentena

LEGISLATIVO temas relacionados à Covid-19 foram discutidos pelos vereadores na sessão desta quarta-feira. (Foto: divulgação - CMMC)
LEGISLATIVO temas relacionados à Covid-19 foram discutidos pelos vereadores na sessão desta quarta-feira. (Foto: divulgação – CMMC)

A Câmara de Mogi quer redução de 50% na cobrança de contas de água dos comerciantes locais que tiveram suas atividades suspensas durante a quarentena. A proposta apresentada por indicação do vereador Marcos Furlan (DEM), aprovada ontem, segue agora para estudos e análise por parte da Prefeitura para que a medida possa ser implementada pelo Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae). Outros temas relacionados à Covid-19 foram discutidos pelos vereadores na sessão desta quarta-feira.

O vereador Furlan explica que o desconto nas contas ajudará a reduzir despesas desses comerciantes que sofrem com os efeitos da pandemia. “Todos sabemos das dificuldades enormes desses comerciantes que geram milhares empregos, pagam seus tributos e ajudam na arrecadação do município. A maioria deles está com as portas fechadas por causa da quarentena. Alguns estão conseguindo negociar valores de aluguel e outras despesas, mas acho importante o município dar a sua contribuição com essa redução”, destaca Furlan.

Ele observa ainda que a maioria dos comerciantes queria ter a isenção total nas contas de água, mas alega que está sugerindo desconto de 50% para evitar problemas ao Semae, que também precisa custear suas despesas para manter os trabalhos na cidade. “Por esse motivo, acho razoável esse meio termo”, pondera Furlan.

Hospital de Campanha

Na sessão, os vereadores discutiram a necessidade de providenciar equipamentos de UTI no Hospital de Campanha, no Mogilar. O vereador Otto Flores Rezende (PSD), médico alergista, explicou que o processo de agravamento dos quadros clínico dos pacientes é muito rápido e acha que a unidade, que vai atender casos de média e baixa complexidade da Covid-19, deveria ter alguns leitos para essas emergências, com respiradores, por exemplo.

“Colegas médicos que estão trabalhando na linha de frente nos hospitais da região dizem que o paciente pode estar bem, discutindo futebol em um momento e dez minutos depois apresentar piora no quadro e necessitar de um respirador. O Hospital de Campanha não está preparado para esse tipo de situação. Deveria ter pelo menos alguns leitos de UTI para atender essas emergências”, ponderou.

No final do debate, com participação da bancada médica do Legislativo que também defende essas medidas, Jean Lopes (PL), presidente da Comissão Especial de Vereadores (CEV), instituída na Casa para acompanhar os gastos e as ações adotadas pela Prefeitura durante a pandemia, informou que vai discutir essa questão com a Secretaria Municipal de Saúde. Informou ainda que vai se reunir a partir das 9 horas de hoje, no Legislativo, para definir as estratégias e as pautas de trabalho da nova pasta integrada pelos vereadores Edson Santos (PSD) e Fernanda Moreno (PV).

Na última terça-feira, o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, esteve na Câmara para prestar contas das ações da Prefeitura no combate ao novo coronavírus. Na ocasião, explicou que o Hospital de Campanha conta com dois respiradores, que estão emprestados para outra unidade até que o hospital comece a funcionar. Ele também informou que a unidade será utilizada como enfermaria e não como UTI.

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O prefeito Marcus Melo (PSDB) anuncia a reabertura de alguns equipamentos de saúde do município, entre eles, a Unidade Clínica Ambulatorial (Unica), centro de especialidades instalado em Jundiapeba, voltado ao diagnóstico e tratamento de crianças, mulheres, homens e idosos. O objetivo é dar continuidade às consultas e garantir assistência a pacientes que precisam de acompanhamento médico para evitar que mais pessoas da cidade adoeçam e acabem morrendo por falta de tratamento nesse período de pandemia da Covid-19. O distrito é o ponto da cidade que mais concentra casos e mortes causadas pela doença.

O assunto foi tratado ontem pelo prefeito, no momento em que ele ultrapassa a primeira fase da quarentena e começa a contagem regressiva para deixar o isolamento social para voltar suas atividades normais em uma semana. O quadro de saúde dele e da presidente do Fundo Social de Solidariedade, Karin Melo, segue estável.

O casal, isolado desde a última sexta-feira depois de testar positivo para a Covid-19, apresenta sintomas de tosse, dor de cabeça e um pouco de falta de ar. Assim como Melo, Karin vem acompanhando virtualmente os trabalhos do Fundo Social.

Melo explica que tenta manter uma rotina de reuniões virtuais, sempre em contato com seu secretariado e assessores direto pelo celular para discutir ações para enfrentar a pandemia. Uma delas é abertura de algumas unidades de saúde do município nos próximos dias, como no caso da Única de Jundiapeba, que na avaliação dele, precisa retomar o atendimento para continua a atender as consultas de especialidades, dar assistência a pacientes que precisam de acompanhamento médico e evitar que mais pessoas adoeçam.

Melo se reuniu ontem com técnicos da Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos para discutir o decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a inclusão de academias, salão de beleza e barbearias como serviços essenciais. O governador João Doria (PSDB) já disse que não vai aderir à medida, mas o prefeito quer saber se o município é obrigado a seguir as determinações do Estado ou se tem autonomia para decidir sobre a questão. O assunto também deve ser tratado pelo prefeito ainda hoje em reunião virtual com representantes de entidades do comércio. (S.C.)


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