POLUIÇÃO VISUAL

Câmara de Mogi quer criar regra para organização fiação irregular

AMARANHADO Autorização fez postes virarem ‘almoxarifado’. (Foto: Edson Martins)
Legislativo acredita que a retirada dos cabeamentos excedentes nos postes, além de garantir a segurança da população, vai reduzir a poluição visual. (Foto: Edson Martins)

A Câmara de Mogi quer criar normas para acabar com o emaranhado de fios que ocupam os postes na cidade. O Legislativo deliberou ontem o projeto de lei apresentado por um grupo de vereadores estabelecendo regras para padronizar a fiação e prevendo punições se o trabalho não for realizado pelas empresas prestadoras de serviço de energia elétrica e telecomunicações. A matéria passará por análise das comissões permanentes da Casa antes da votação em plenário.

Na justificativa do projeto, os autores – vereadores Antonio Lino (PSD), Carlos Evaristo (PSD) e Caio Cunha (PV) – explicam que a retirada dos cabeamentos e equipamentos excedentes nos postes, além de garantir a segurança da população, vai reduzir a poluição visual. A providência será cobrada da EDP São Paulo, concessionária de energia elétrica e proprietária dos postes, que aluga o equipamento para ser utilizado pelas empresas de telecomunicações. O projeto prevê pagamento de multas.

Escola militar

O Legislativo também aprovou a indicação que o vereador Otto Flores de Rezende (PSD) encaminhou à Prefeitura sugerindo a inclusão do município no Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. O parlamentar pede que o prefeito Marcus Melo (PSDB) estude o assunto e dialogue com o Estado e o Governo Federal sobre a possibilidade de implantar esse sistema na escola estadual Pedro Malozze, no Alto do Ipiranga.

Bancos

A questão das portas giratórias foi outro tema discutido na sessão de ontem. Para evitar que as agências de Mogi retirem esses dispositivos de segurança usados para detectar metais e evitar a entrada de armas neste locais, o vereador Iduigues Ferreira Martins (PT) elaborou projeto que obriga a manutenção do equipamento nos estabelecimentos da cidade.

O petista quer evitar que as agências de Mogi sigam o exemplo de alguns bancos que vêm retirando essa barreira e colocando em risco a segurança do público e dos funcionários do banco. Ele disse que isso já aconteceu com uma das agências que funciona no Mogi Shopping. O projeto deverá ser deliberado nos próximos dias.

Recém-nascida precisa de vaga em hospital público

O vereador Diego Martins (MDB) usou o plenário da Câmara ontem para denunciar problemas com atendimento de saúde no Estado. Ele chamou atenção do governador João Doria (PSDB) e dos deputados estaduais da região para o drama enfrentado por uma família que não consegue vaga em hospitais públicos para a filha recém-nascida na Santa Casa de Mogi, diagnosticada com atrizia pulmonar e que precisa ser tratada com urgência para sobreviver.

Como não tem atendimento na área, a Santa Casa acionou a Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) em busca de vaga na rede pública do Estado. Mas os pais da criança – Michelle da Conceição e Ângelo Antonio Júnior – dizem que já houve seis tentativas em hospitais diferentes e todos rejeitaram a criança.

A Santa Casa informa que está adotando todas as medidas e cuidados com o bebê, que se encontra na UTI Neonatal enquanto não consegue a transferência.

A Secretaria de Estado da Saúde diz que a Cross acompanha o caso e busca vaga em serviço de referência para viabilizar a transferência. Observa ainda que a paciente está estável, assistida na Santa Casa, e que simultaneamente, os médicos da Central monitoram constantemente a evolução do quadro de saúde. O órgão auxilia na busca de vagas e o processo de regulação depende da disponibilidade pela rede de saúde.


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