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Canção mogiana vence 10º festival da cidade

VENCEDOR Canção composta por Gui Cardoso, em parceria com Guilherme Bandeira, faturou o primeiro lugar no festival. (Foto: divulgação)
VENCEDOR Canção composta por Gui Cardoso, em parceria com Guilherme Bandeira, faturou o primeiro lugar no festival. (Foto: divulgação)

Mais de 10 mil visualizações foram registradas, na noite do último sábado, durante a final do 10º Festival da Canção de Mogi das Cruzes, que foi exibida pelas redes sociais, em função da pandemia gerada pelo novo coronavírus. O evento, que tem abrangência nacional, também teve pela primeira vez uma canção mogiana como a grande vencedora da noite.

As apresentações foram previamente gravadas e editadas para a exibição, que se deu por meio das plataformas do Facebook e Youtube da Prefeitura de Mogi e também da Secretaria de Cultura. Já o anúncio dos vencedores foi reservado para aqueles que acompanharam o evento online.

Na premiação geral, a música “Padedê”, dos compositores Guilherme Bandeira e Gui Cardoso, ficou com a primeira colocação. Já o segundo lugar ficou com o cantor e compositor Bilola, de Contagem/MG, com a canção “Calango da Cidade”. O Prêmio Prata da Casa, destinado a compositores mogianos, foi para Paulo Henrique, o PH, e a canção “Dois Sóis”, que teve parceria de Murilo Antunes na composição da letra e de Aline Chiaradia na interpretação.

A categoria de melhor arranjo ficou com Carla Casarim e Samuel da Silva, de São Paulo, pela canção “Terra Mãe”. E o prêmio de melhor intérprete foi para a canção “Do Caos à Lama”, composta por Edson Penha e Peter Mesquita e interpretada por Joice Terra. Todos são da cidade de São Lourenço/ MG.

Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Mateus Sartori, o saldo foi positivo por diversos fatores. “Demos continuidade ao nosso festival, que já se destaca no país, pagamos artistas e jurados, minimizando o impacto na cultura, criamos um conteúdo para as pessoas que estão em casa e ainda tivemos a felicidade de, pela primeira vez, termos uma canção mogiana no primeiro lugar, destacou.

Sartori lembrou ainda sobre a diferença de alcance entre o modelo tradicional e o virtual, adotado neste ano. O Teatro Vasques, onde normalmente o festival acontece, tem capacidade para acomodar 303 pessoas. Já pelas plataformas utilizadas, foram quase 10 mil pessoas alcançadas.

“Sem dúvidas, não teríamos esse alcance não fosse pelas plataformas digitais. Claro que queremos retornar ao modelo tradicional, pois os encontros presenciais, para eventos culturais, são fundamentais, mas não descartamos talvez unir os dois formatos futuramente”, conclui.

Todos os finalistas receberam premiação em dinheiro, no valor de R$ 2 mil. A ação, portanto, serviu como mais uma iniciativa de apoio à classe artística, que sofre diretamente os impactos da quarentena e do fechamento de todos os espaços culturais. Ao mesmo tempo, foi mais uma maneira de ofertar arte, lazer e cultura para as pessoas que estão em casa, cumprindo o isolamento social.


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