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Caoa Chery Tiggo 7 chega com pose de SUV premium

O novo Tiggo 7 tem visual interessante, moderno, ainda que a grade dianteira remeta aos modelos Lexus (Divulgação)

A Caoa Chery acaba de apresentar o utilitário esportivo Tiggo 7. Produzido em Anápolis (GO), vem em duas configurações de acabamento, a T, com preço de R$ 106.990, e a TXS, a R$ 116.990. As duas justificam o alto preço para um carro concebido na China. O Tiggo 7 é uma prova de que os veículos fabricados ou desenvolvidos pelos chineses começam a trilhar o caminho do sucesso já conseguido há 20 anos pelas montadoras sul-coreanas. O novo SUV é equipado com o motor 1.5 turbo bicombustível de 147 cavalos de potência a gasolina e 150 cavalos com etanol, sempre a 5.500 rotações por minuto, e torque de 21,4 kgfm na faixa de 1.750 a 4.000 rpm com ambos combustíveis. Funciona acoplado à transmissão automática de dupla embreagem (DCT) de seis velocidades.
Produzido sobre a plataforma TIX da marca chinesa, o Tiggo 7 chega às concessionárias neste mês. Considerado pela marca como um utilitário esportivo premium, o carro tem dimensões maiores, características mais sofisticadas e foi desenvolvido para um público que necessita de mais espaço e conforto para a família. Com a chegada do novo modelo, a Caoa Chery passa a ter três veículos no cada vez mais disputado segmento de SUVs: o Tiggo 2, o Tiggo 5X e o Tiggo 7. O carro tem 4,50 metros de comprimento, 1,83 metro de largura, 1,67 metro de altura e 2,67 metros de entre-eixos. O porta-malas acomoda 414 litros de bagagem até a altura dos vidros e 1.100 litros com o encosto do banco traseiro rebatido.
Conforme a Caoa Chery, as linhas do Tiggo 7 se inspiram na fluidez das águas, transmitindo a ideia de constante movimento. Sua frente traz uma ligação cromada que passa pela grade do radiador, interliga os faróis e confere a elegância do estilo. Único detalhe fora de sintonia é a grade, que remete indisfarçavelmente aos modelos da Lexus. As luzes sinalizadoras de direção estão posicionadas junto aos faróis e nas portas dianteiras. O conjunto óptico é formado por LEDs de circulação diurna. Os faróis de neblina têm função de auxílio em manobras de estacionamento e os principais contam com acendimento automático. As maçanetas das portas têm acabamento cromado. Na versão topo de linha TXS, um destaque são as luzes de boas-vindas: o nome do modelo é iluminado na soleira e projetado no piso.

Em termos de conectividade, o Tiggo 7 vem equipado com um sistema multimídia com tela colorida de nove polegadas, sensível ao toque, que comanda o ar-condicionado dual zone, o sistema de áudio e o Bluetooth, com espelhamento para Android Auto e Apple CarPlay, além de permitir a visualização das câmeras de ré e panorâmica de 360 graus e os controles de funções do veículo. A versão T tem ainda o acabamento das portas em couro e do teto em tecido, alças de segurança dianteira e traseiras, saída do ar-condicionado para os bancos traseiros, botão start/stop para partida sem chave, câmera de ré com guias dinâmicas de direção, rodas de liga leve de 17 polegadas, ar-condicionado elétrico, direção com assistência elétrica, coluna de direção regulável em altura (manual), computador de bordo, velocímetro digital, console central dianteiro e de teto com porta-óculos, controle elétrico de vidros com função antiesmagamento e sistema “one touch” (abertura e fechamento) e piloto automático. A versão TXS, a testada nesta avaliação, acrescenta alavanca do câmbio automático em couro, ar-condicionado dual zone, rodas de liga leve de 18 polegadas, câmera de visão 360 graus e console central traseiro com porta-copos.
O Tiggo 7 tem uma cabine confortável, espaçosa e sofisticada, passando a impressão de realmente se tratar de um SUV de categoria superior, logo que se ingressa no veículo, seja na frente ou atrás. O interior tem acabamento imitando couro nos bancos, no painel e em detalhes das portas. O assento do motorista conta com ajustes longitudinais elétricos, de altura, de inclinação do encosto e de apoio lombar. A ergonomia do modelo é muito boa. Quem está no banco traseiro tem a sensação que o entre-eixos é maior em relação aos já bons 2,67 metros anunciados pela fabricante.
O volante, também revestido em couro, traz os controles do piloto automático, do limite de velocidade da via, a mudança das telas do computador de bordo, o sistema de áudio e entretenimento e atendimento de celular. No painel de instrumentos, entre o velocímetro e o conta-giros, está localizada uma tela de LCD de 4,8 polegadas com as informações do computador de bordo.
O bem-estar e a luminosidade do interior são proporcionados por um teto solar panorâmico com uma área de quase um metro quadrado. Uma cortina de acionamento elétrico isola o compartimento do calor com apenas um toque. O Tiggo 7 tem um prático sistema de chave presencial para abertura e fechamento das portas e partida e desligamento do motor por botão. O carro chinês conta ainda com freio de estacionamento elétrico, trazendo muito conforto e segurança ao motorista.
O Tiggo 7 vem com sensores de estacionamento dianteiro e traseiro. A câmera com visão de 360 graus permite ao motorista um controle em tempo real dos arredores do veículo, reduzindo a “zona cega” durante manobras. As partidas em rampa são assistidas pelo “Hill Hold Control” e impedem o movimento do carro em situações críticas de inclinação. Incorporam também à segurança o sistema de monitoramento de pressão e temperatura dos pneus, airbags frontais, laterais dianteiros e de cortina, cinto traseiro central de três pontos e três apoios de cabeça atrás.
Se o Tiggo 7 causa uma boa impressão no visual ao ser apresentado, a história se estende na hora do test-drive. O moderno motor de 1.5 litro turbo tem 150 cavalos de potência a 5.500 rpm e torque de 21,4 kgfm de 1.750 a 4.000 giros, associado à transmissão automática de seis velocidades. O SUV bem que merecia ter umas duas marchas a mais para aumentar o conforto do motorista e a saúde do próprio propulsor.
No desempenho, uma curiosidade: o Tiggo 7 faz mais bonito nas retomadas do que nas acelerações a partir do “zero”. Pisando forte no acelerador, quando da parada total do carro, parece que o motor e a transmissão ficam “pensando na vida” um pouco de tempo a mais. As marchas podem ser mudadas manualmente na alavanca em formato de “T” posicionada no console central.
O carro tem dois modos de condução: o Eco privilegia o consumo de combustível, enquanto o Sport, a dirigibilidade mais esportiva. Nos testes de estrada, não foi possível de se avaliar a performance máxima devido aos rigorosos limites de velocidade das rodovias. A fabricante revelou apenas a máxima de 185 km/h, não apontando a aceleração de zero a 100 km/h. Segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, o Tiggo 7 TXS faz 6,6 km/l na cidade e 7,6 km/l na estrada com etanol e 9,7 km/l no consumo urbano e 10,9 km/l na rodovia com gasolina. (Daniel Dias/AutoMotrix)

Ficha técnica
Caoa Chery Tiggo 7

(Divulgação)

Motor: 1.5L VVT turbo flex, 16V e quatro cilindros. Cabeçotes em alumínio. Injeção eletrônica.
Potência: 150 cavalos com etanol, 147 cavalos com gasolina a 5.500 rpm.
Torque: 21,4 kgfm a 4 mil rpm com ambos combustíveis.
Transmissão: automática de 6 marchas.
Tração: dianteira.
Tanque de combustível: 57 litros.
Porta-malas: 414 litros – 1.100 litros com o encosto do banco traseiro rebatido.
Comprimento: 4,50 metros.
Largura: 1,83 metro.
Altura: 1,67 metro.
Entre-eixos: 2,67 metros.
Direção: assistência elétrica progressiva.
Suspensão dianteira: McPherson independente com molas helicoidais, amortecedores telescópicos pressurizados e barra estabilizadora.
Suspensão traseira: multi-link independente com molas helicoidais, amortecedores telescópicos pressurizados e barra estabilizadora.
Freios: ABS com distribuição eletrônica de força (EBD).
Controle eletrônico de estabilidade e tração.
Preços: versão T – R$ 106.990, TXS – R$ 116.990