ARTIGO

Caos planejado

Diego Cápua

Uma questão que é quase unanimidade entre os mogianos é que nosso trânsito é problemático há muitos anos. Por um lado entendemos que o centro da Cidade tem ruas estreitas, o que dificulta algumas ações. Também temos o problema dos motoristas, havendo muitas pessoas lentas e sem a consciência de que a faixa da esquerda não é destinada a contemplação, mas sim ao fluxo mais rápido. Por outro lado, o que não dá para compreender é o amadorismo como esse assunto é tratado pela administração municipal, não só por esta, como pelas anteriores.

Lombadas é algo corriqueiro. Você encontra praticamente uma a cada 500 metros, algo que ajuda o consumo ser elevado, pois o veículo não consegue manter uma velocidade constante. Os coitados dos passageiros das carroças, digo, ônibus, então, coitados! São mais chacoalhados do que roupa em uma lavadora.

Semáforos, ahhh! Os semáforos mogianos!! Aqui eles são feitos para criar trânsito. É raro o local em que há sincronia. Em geral abre um e o próximo fecha quando você se aproxima. Agora começaram com uma mania de espalharem o equipamento por diversos locais, travando ainda mais o fluxo. Agora inventaram de colocar um novo próximo à praça do Shangai e abrir um novo cruzamento, afinal, o retorno que havia próximo do INSS funcionava muito bem, de maneira que isso estava fora do padrão da Cidade e, por isso, foi melhor instalar o caos e fazer o trânsito parar da mencionada praça até a rotatória do “Burguer King” com essa inovação estudada. Isso também pode ser compreendido, pois, certamente, quem fez essa mudança participou do projeto dos túneis da Cabo Diogo. O que faz a ligação centro-bairro até que é adequado, agora o bairro-centro, que obra de arte! Antes a passagem te levava ao centro, hoje, o túnel te leva a Vila Rubens, e a saída dele na Avenida Ademar de Barros te obriga a cruzar a Campos Sales e fazer um retorno próximo da passagem de nível da Vila Industrial. Como pode? Talvez o trânsito tivesse jeito se a Prefeitura voltasse para as mãos do finado Waldemar Costa Filho, pois, mesmo sendo criança, lembro das ações dele para melhorar a fluidez, da criação da perimetral ou do período em que a Prefeitura foi administrada pelo Chico Nogueira/Padre Melo, os quais foram responsáveis pela construção da passagem subterrânea da Olegário Paiva. Mas como isso não é possível, só podemos fazer o seguinte: ajoelhar, erguer as mãos aos céus e clamar: Deus, Por favor! Profissionalize o departamento de trânsito em Mogi!

Diego Cápua é advogado