MANIFESTAÇÃO

Carreata contra pedágio para rodovia Mogi-Dutra

Carreata contra medida anunciada pela Artesp congestionou a Mogi Dutra na manhã deste sábado. (Foto: Fábio Palodette)

A rodovia Mogi Dutra (SP88) ficou congestionada no sentido Mogi das Cruzes, por volta das 10h40 deste sábado (26), durante a carreata contrária à proposta da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) de instalar um pedágio no quilômetro 45 na via. O ato, segundo os organizadores, reuniu mais de 100 carros e cerca de 350 moradores dos condomínios Aruã, Brisas e EcoPark, e de bairros da divisa do município, como Piatã e Taboão. Em reflexo, o trânsito ficou leno por cerca de 30 minutos.

Toda a ação foi comunicada para a Polícia Rodoviária, que acompanhou a carreata com sete viaturas espalhadas em pontos estratégicos da rodovia.

“Essa é apenas a primeira manifestação de muitas que estão por vir. Vamos continuar lutando até barrar completamente essa ideia”, afirmou Paulo Boccuzi, morador do condomínio Aruã e um dos lideres do movimento Pedágio Não.

Segundo ele, o pedágio afetará cerca de 50 mil pessoas que moram em bairros da divisa e utilizam a rodovia para realizar ações essenciais, como ir ao trabalho. “Afinal nós moramos em Mogi, muitas pessoas passam pela rodovia até quatro vezes por dia. O pedágio iria nos impactar diretamente, assim como a economia da cidade. Pois acho que muitos de nós prefeririam ir até Arujá ou Suzano para seus afazeres”, defende Boccuzi.

“A notícia do estudo sobre o pedágio nos pegou de surpresa. Eu, minha esposa e meus filhos passamos pela rodovia todos os dias, não tenho condições de pagar e já estamos considerando nos mudar”, disse o morador do condomínio Brisas, Márcio Luiz Lázaro da Rocha. “Muitas pessoas vão ser prejudicadas, por isso, vamos continuar protestando sem perder o ritmo”, prometeu.

PROTESTO Usando nariz de palhaço e carregando faixas e cartazes, manifestantes se posicionaram contra o plano da Artesp. (Foto: Fábio Palodette)

A carreata percorreu um trajeto de aproximadamente 20 quilômetros na ida e volta da Mogi-Dutra. A concentração começou às 9 horas, no posto de combustível Quality Aruã, na estrada da Pedreira. Foram distribuídos panfletos, adesivos e até narizes de palhaços, em um gesto simbólico contra a medida. Os organizadores utilizaram um megafone para sistematizar os participantes.

 A fila de veículos seguiu em ritmo lento em direção à Mogi das Cruzes. Quando alcançou o km 45, os carros que estavam a frente interromperam, por cerca de 10 minutos, o trânsito nas três faixas da rodovia. Após isso, os veículos se concentraram em duas pistas, deixando uma livre para o trânsito dos demais condutores.

Já a volta foi mais tranquila e os motoristas se concentraram no estacionamento da Casa do Queijo, também no km 45. O trânsito na via não foi interrompido. Os manifestantes ergueram faixas e placas contra o pedágio.

Aos gritos de “pedágio não” os manifestantes permaneceram no local por cerca de 30 minutos, em um protesto pacífico. O ato foi encerrado às 12 horas, sem grandes complicações e intervenções da Polícia Rodoviária. Os motoristas se dispersaram de forma fracionada para não gerar transtornos na rodovia.

 A proposta de instalar uma praça de pedágio na Mogi Dutra foi anunciada na última segunda-feira, durante a primeira audiência pública realizada pela Artesp para discutir o pacote de lote de concessão das rodovias do Litoral Paulista. Também foi anunciado que a Mogi-Bertioga será duplicada apenas em um trecho de 7,8 km em território mogiano. Os projetos provocaram indignação de moradores e lideranças políticas da cidade.


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