EM MOGI

Casal suspeito de furtar peças em cemitério alegou que vendia os objetos para comprar comida

Em situação de rua, eles alegaram que venderiam peças de cobre para comer. (Foto: Laércio Ribeiro)
Em situação de rua, eles alegaram que venderiam peças de cobre para comer. (Foto: Laércio Ribeiro)

Os moradores de rua Adriana Cristina Gutem Fonsen, de 35 anos, e Rodrigo Pinto Cimas, de 25 anos, foram surpreendidos, ontem, por uma das equipes da Guarda Municipal no Cemitério São Salvador, em Mogi das Cruzes. O casal furtou diversas peças redondas e outras, assim como, duas figuras de Jesus Cristo. Os acusados foram apresentados ao delegado João Marcelo Braga, escrivão Mauro Kato e o investigador Matias Silva, de plantão no Distrito Central.

Eles deram início ao procedimento de Polícia Judiciária, porém o auto de prisão possivelmente seria elaborado pelos policiais civis que entrariam em serviço, por volta das 20 horas, uma vez que a rede de RDO (Registro de Ocorrências Digitais), da Prodesp, na Capital, estava ‘fora do ar’, em Mogi.

Ao tentarem justificar a ação criminosa, os ladrões alegaram que estávamos com fome, não temos emprego e pegar as peças de cobre seria uma forma de ganhar dinheiro fácil depois de vendê-las em algum depósito de ferro-velho”.

Segundo a Polícia, o casal não tinha antecedentes criminais. A administração do Cemitério São Salvador informou os policiais que ainda iriam fazer levantamentos a fim de descobrir se as peças de cobre foram retiradas de um ou mais túmulos.

A onda de furtos nos Cemitérios São Salvador, no Parque Monte Líbano, próximo ao Distrito Central e Da Saudade, na Vila Lavínia, já faz parte da rotina, apesar da segurança mantida pela Prefeitura Municipal.