PROJETO

Casarão Avignon, no Mogilar, começa a receber melhorias a partir desta segunda-feira

Serviço de descupinização será feito para iniciar reforma de casario construído no século XIX, em propriedade da Igreja. (Foto: Eisner Soares)
Serviço de descupinização será feito para iniciar reforma de casario construído no século XIX, em propriedade da Igreja. (Foto: Eisner Soares)

Começam nesta segunda-feira os serviços de descupinização das estruturas do casarão conhecido por ter sido construído por Pedro Avignon, ao lado da Vila Ferroviária de Mogi das Cruzes no século XIX, e hoje sede da Faculdade Paulo VI, no Mogilar. Combater os cupins e brocas será a etapa inicial do projeto que pretende fazer do espaço o endereço do Museu de Arte Sacra da Diocese de Mogi das Cruzes em 2020 – atualmente, o acerco artístico da igreja católica está na reserva técnica do Museu das Igrejas do Carmo (MIC) ou é parcialmente utilizado em exposições temporárias como a que estava em cartaz na Pinacoteca mogiana.

O Casarão Avignon, como é chamado, está interditado desde 2015, quando o uso das estruturas como salas de aula da faculdade foi vetado pela Prefeitura e pelo Corpo de Bombeiros, segundo informa o reitor da instituição, o padre Claudio Francisco da Silva.

Quando foi fechado, a Diocese de Mogi das Cruzes construiu um novo prédio no imóvel instalado no número 248 da Avenida Francisco Rodrigues Filho.

Os recursos financeiros para a obra de restauração estimada inicialmente m cerca de R$ 120 mil apenas para os reparos emergenciais serão obtidos com a Festa do Divino Espírito Santo desde ano. Em 2018, dom Pedro Luiz Stringhini utilizou parte da renda arrecadada com a quermesse da maior festa religiosa da Região do Alto Tietê nas obras da capela da Fazenda Tabor.

Na edição deste ano, parte do dinheiro será carreado para o antigo casario. A arquiteta responsável será Vanessa Kraml, que assina outras obras de restauração de patrimônios regionais como as igrejas de Nossa Senhora D’Ajuda e da Escada, de Guararema, e a de Nossa Senhora D’Ajuda, de Itaquaquecetuba (veja matéria nesta página).

Padre Claudio afirma que a pretensão é concluir os serviços ainda neste ano para a inauguração do Museu de Arte Sacra em 2020. A maior parte das peças do MIC pertence à Diocese de Mogi das Cruzes e permaneceu no acervo carmelita por meio de um convênio firmado com a Província de Santo Elias.

A previsão é de se firmar uma nova parceria com a Prefeitura de Mogi das Cruzes, que cederia funcionários para a abertura do Museu de Arte Sacra de segunda à sexta-feira, no horário comercial, quando a Faculdade Paulo VI também funciona.

“Dom Pedro vai fazer uma ampla campanha durante a Festa do Divino para arrecadar os recursos financeiros necessários para os serviços”, informa o reitor.

Além do Museu, o imóvel deverá abrigar uma parte da biblioteca da Faculdade Paulo VI e oferecer uma sala para reuniões.

O prédio possui oito salas, divididas nos dois pavimentos. Esses espaços foram sendo separadas por “portas falsas”, como brinca o padre. As adaptações surgiram, primeiro, para o funcionamento do Colégio Santo Agostinho e, posteriormente, para receber os alunos e professores das faculdades de Teologia e Filosofia (que anteriormente aconteciam na distante Fazenda Tabor, localizada às margens da Rodovia Mogi-Dutra, pouco depois do acesso à Estrada da Pedreira).

Os problemas mais urgentes a serem combatidos são o controle das pragas, que começa nesta semana, segundo informa Vanessa Kraml, e melhorias como a correção das tubulações pluviais, que provocam as goteiras quando cai a chuva.

Ainda não há uma definição plena sobre como funcionará o Museu. “Mas pretendemos mantê-lo aberto ao público porque ele casa com a missão da igreja que é a educação, a cultura e a evangelização. Essa é a nossa base, e um Museu atende a esses três braços”, comenta o padre.

Aos 45 anos, o religioso está instituição desde 2009. Primeiro como professor e há dois anos como o reitor da Paulo VI. Respondendo pela Paróquia do Divino Espírito Santo, em São Miguel Paulista, ele defende, ainda, que a manutenção do Museu de Arte Sacra no local irá dar maior visibilidade à faculdade, que tem planos de expandir os cursos oferecidos a cerca de 150 estudantes neste momento.

Planos

No próximo semestre, a Faculdade Paulo VI pretende ampliar as atividades com a oferta do primeiro curso de pós-gradução na área de saúde. A instituição já obteve autorizações, segundo o reitor, para a formação na área de urgências e emergências médicas.

Um dos planos da Diocese de Mogi das Cruzes é investir em cursos ligados ao setor de saúde. “Temos feito pesquisas de mercado e também avaliado o interesse dos estudantes e o comportamento do mercado. A procura por Filosofia e outros cursos, como História, aventado no passado, é pequena”, finalizou.


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