EDITORIAL

Catedral de Santana

Padre Antônio Cláudio Delfino, pároco da Catedral de Santana inicia, na missa das 11 horas de hoje, a campanha para seguir com a restauração do principal templo da Diocese local. Há metas a cumprir para que a recuperação do edifício esteja concluída até 2022.

A maioria absoluta dos católicos locais, que correspondem a 52% da nossa população, deve encarar esta ação como apenas um passo a mais na preservação da igreja. É muito mais do que isso: a carência de iniciativas como essa, há anos, levou à perda de importantes monumentos históricos.

A própria Catedral de Santana decorre disso. Ela começou a ser idealizada em meados de 1952, depois que um temporal, a 1º de janeiro desse ano, comprometeu a estrutura da antiga igreja e decidiu-se por sua demolição. Faltou o que à velha Matriz? Faltou conservação, o mesmo que faltou à Igreja do Rosário, no largo do mesmo nome, demolida 10 anos depois. Conservação que não foi cobrada – e apoiada – por nossa população católica.

O principal monumento histórico de Mogi, integrado pelo conjunto das Igrejas do Carmo, só existe hoje por conta da iniciativa, em meados da década de 1960, do professor de História Horácio da Silveira, responsável pela campanha em favor de seu tombamento. Também pela disposição do ex-prefeito Waldemar Costa Filho. Reconhecido como político que não apoiava os movimentos culturais, Waldemar foi o prefeito, contraditoriamente, que mais recursos municipais concedeu à restauração do conjunto do Carmo.

Padre Cláudio Delfino espera contar com o apoio de empresários da cidade, frequentadores das celebrações realizadas na Catedral. Para a construção do templo, sagrado apenas em 1968, o primeiro bispo de Mogi, dom Paulo Rolim Loureiro, utilizou desse caminho: montou uma comissão de obras integrada por boa parte do PIB local e, assim, conseguiu o bastante para concluir as obras que seguiam em ritmo de tartaruga. Os vitrais que padre Cláudio pretende restaurar, por exemplo, levam o nome de famílias locais e as imponentes portas na frente para a Praça Coronel Almeida, foram doadas pelo empresário Francisco Ferreira Lopes.

Que tenha bom fim a campanha que se inicia hoje.


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