EDITORIAL

Cautela e alerta

Esperado para a próxima semana, o resultado dos exames laboratoriais colhidos durante a passagem de uma jovem por um hospital particular de Mogi das Cruzes poderá fechar o primeiro protocolo de atendimento médico a viajantes que estiveram na cidade de Wuhan, na China, epicentro da contaminação do coronavírus, doença que assusta todo o mundo.

A jovem passa bem. O registro serviu para chamar a atenção sobre um problema de saúde pública internacional que exige, mesmo, precaução, prevenção e a responsabilidade dos serviços médicos, da Secretaria Municipal de Saúde e da população.

As relações entre Mogi das Cruzes e cidades chinesas é crescente. Nos últimos dias mesmo, empresários chineses, interessados em investir no município, estiveram reunidos com autoridades mogianas. Além desse intercâmbio internacional fortalecido pelas últimas gestões municipais, há famílias chinesas e de outros países próximos da China, como o Japão, que vivem na cidade e se movimentam entre esses países.

Nada mais correto do que o cuidado sanitário e epidemiológico. Mas, sem o sensacionalismo e a xenofobia disparados nas últimas horas em redes sociais. A situação requer cuidados, sim. Porém, pânico, alarmismo e o preconceito não irão acrescer nas ações necessárias, que devem ser tomadas contra esse e outros tipos de vírus.

A experiência obtida em casos semelhantes e a razão requerem o que fizeram o hospital mogiano que atendeu a jovem que esteve em Wuhan, na China, e a Secretaria Municipal de Saúde: o cumprimento de protocolos exigidos por uma doença contagiosa, além da transparência e o comprometimento com a informação segura e correta. É uma doença grave, sim. E com riscos de uma contaminação ampliados pelo trânsito das pessoas pelo mundo. Algo que já aconteceu em outros períodos, com outras doenças, e que foi debelado.


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