DENÚNCIA

CEF detalha crédito aos pequenos negócios

ENCONTRO A Prefeitura promoveu reunião com a Caixa sobre linha de crédito para empreendedores. (Foto: divulgação)

A Prefeitura de Mogi das Cruzes promoveu na manhã desta sexta-feira (26) uma reunião com a superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF), empresários e entidades sociais para divulgar os detalhes de duas linhas que crédito que podem ajudar os microempreendedores individuais e as micro e pequenas empresas a retomarem os investimentos durante a flexibilização da quarentena imposta pelo enfrentamento do novo coronavírus.

Na ocasião, o superintendente da CEF em Mogi das Cruzes, Rodrigo Lopes Souza Pinto, detalhou duas opções de crédito, o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe) e o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

No primeiro modelo, que trata de uma parceria entre o Sebrae e a Caixa, empresas com faturamento anual de até R$ 4.8 milhões, podem usar o crédito para o capital giro. As taxas variam entre 1,19% a.m a 1,59% a.m, dependendo do tamanho da sua empresa, com uma carência de até 12 meses para começar a pagar.

“Essa proposta está em atuação desde abril e vem oferecendo ao longo dos meses para as empresas. Ela é escalonada de acordo com o porte da empresa, e varia de R$ 12,5 mil a R$ 125 mil, a taxa de juros é prefixada, sem variação ao longo do financiamento. A empresa interessada precisa se cadastrar e fazer uma capacitação com o Sebrae, que informa para a caixa as empresas que estão aptas. Então, em seguida, a empresa se cadastra no próprio site da Caixa”, detalha o superintendente.

Já o Pronampe atende à mesma gama de empresas do Fampe, com faturamento de até 4,9 milhões, e foi lançada em 16 de junho. Ela tem como cobertura o Fundo Garantidor de Operações e tem por objetivo garantir recursos para o estímulo e fortalecimento dos pequenos negócios, além de manter os empregos, já que essa é uma das exigências para que a empresa possa contratar o crédito. Ela terá de garantir a mesma quantidade ou maior de empregados até 60 dias após o pagamento da última parcela dos financiamentos realizados por meio deste programa.

“Nesse não tem participação de terceiros, a empresa se manifesta direto pelo site da caixa, registra o interesse de receber o contato da agência, e a Caixa recebe a base de dados e faz o direcionamento para a agência mais próxima. É oferecida carência de oito meses para início do pagamento, após isso, o pagamento pode ser feito em até 28 meses, taxa de juros é de selic +1,25 juros ao mês, e o valor máximo do empréstimo é de 30% da receita bruta anual de 2019. Por enquanto, para as empresas com mais de um ano de funcionamento, mas a Caixa verifica a possibilidade de conceder o benefício a quem tem menos de um ano”, explica Pinto.

Até ontem, 30 empresas de Mogi já haviam acessado essa segunda linha de crédito, e mais de 200 apresentaram interesse no site da Caixa.

O diretor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, Claudio Costa, destacou a importância de fomentar a linha de crédito aos empresários. “São valores interessantes para atender a micro e pequena empresa. O governo federal fez os ajustes necessários para que as linhas fossem acessíveis. Antes tinha dificuldade, mas agora é só encontrar a melhor alternativa para acessar o crédito”, ressaltou.


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