Celer nacional é melhor que chinês

Produzido agora em Jacareí, o modelo da Chery evoluiu em relação ao que era importado e quer fatia do mercado
ruas brasileiras há tempos. Desde o final de década passada, marcas como Chery e Lifan desembarcaram seus modelos por aqui, seguidas de JAC Motors e Geely. Cientes de que os veículos “made in China” não são sinônimo de status para o consumidor local, todas postam no marketing expresso pelo binômio “bons equipamentos com custos competitivos”. Acabaram formando uma espécie de “nicho de mercado”, onde competem entre si pelos consumidores brasileiros que não têm preconceitos contra os produtos automotivos chineses. Tal “segregação” deve começar a acabar com o lançamento do Celer, agora produzido na nova fábrica da Chery em Jacareí.




 

O compacto chega esse mês às 72 concessionárias brasileiras da narca, em versões hatch e sedã. O Celer nacional vem para disputar a maior fatia do mercado brasileiro, de hatches e sedãs compactos, que soma cerca de 70% das venda por aqui. Um segmento dominado pelos representantes das quatro marcas instaladas há mais tempo no Brasil – VW, Ford, Chebvrolet e Fiat -, mas que nas últimas décadas tem assistido a chegada de novos competidores, como as francesas Renault, Peugeot e Citroën, as japonesas Toyota e Honda e a sul-coreana Hyundai, todas produzindo seus compactos no país. Por enquanto, o novo Chery sai das linhas de montagem de Jacareí com apenas 35% dos componentes produzidos no Brasil. O restante vem de fornecedores chineses e também de grandes sistemistas globais, como Delphi e Bosch. A projeção é ultrapassar os 50% até o final do ano e atingir 75% de nacionalização no final de 2016. A expectativa do fabricante é vender esse ano uma média de 1.200 unidades mensais, sendo 70% do hatch e 30% do sedã, totalizando 10 mil unidades em 2015. Como o Celer importado da China já é vendido no Brasil desde 2013, foi usado como “laboratório ambulante” para que fosse avaliado pelos brasileiros. Assim, segundo a Chery, as observações dos consumidores nacionais foram usadas para aperfeiçoar o Celer “made in Brazil”. O modelo incorpora evoluções estéticas e mecânicas em relação ao importado. Os conjuntos óticos ganharam elementos elípticos na dianteira e LEDs na traseira. Grades e para-choques foram reestilizados e deram ao modelo um aspecto mais dinâmico e contemporâneo. No perfil, destacam-se as novas rodas de liga leve, de série na versão Act. Já o interior foi totalmente remodelado e agora exibe formas mais angulosas, molduras hexagonais nos instrumentos e novos porta-objetos. Em termos de equipamentos, espelhos, travas e vidros elétricos são de série em todas as versões, assim como botão de abertura interna do porta-malas, computador de bordo, sensor de estacionamento traseiro e ar-condicionado. Em termos mecânicos, o motor é o mesmo 1.5 litro flex usado anteriormente, mas teve sua eletrônica remapeada. A potência máxima é de 113 cv e o torque é de 15,5 kgfm, sempre quando há puro etanol no tanque. O câmbio  manual também sofreu ajustes para permitir movimentos menores e engates mais precisos. E a suspensão foi elevada em um centímetro, para permitir ao novato compacto nacional circular pelas esburacadas vias brasileiras. Disponível no hatch e no sedã, a versão Act, além das rodas de liga leve no lugar das rodas de aço com calotas, incorpora faróis de neblina, alarme na chave e o Chery Media System, com rádio AM/FM, MP3, entrada USB, CD Player e seis alto-falantes. Embora esteja agora numa nova briga – a dos compactos nacionais -, a velha fórmula “muitos equipamentos com custos competitivos” continuará aser aplicada pela Chery. Assim, a versão hatch começa em R$ 38.990, enquanto o sedã básico sai por R$ 39.990. As versões Act

custam R$ 2.000 a mais: saem por R$ 40.990 o hatch e R$41.990 o sedã. Valores bem competitivos dentro do segmento onde o Celer se propõe a brigar agora. (Luiz Humberto Pereira/ AutoPress)


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