SETEMBRO AMARELO

Centro de Valorização da Vida de Mogi atende 10 mil ligações este ano

SERVIÇO CVV oferece atendimentos de domingo a domingo. (Foto: arquivo)

Desde 2015, o Setembro Amarelo tem sido promovido para conscientizar a população e buscar diminuir um dos principais motivos de morte entre os jovens: o suicídio. O projeto é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). A cor escolhida para o mês faz alusão ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado ontem. Em Mogi das Cruzes, o CVV atendeu 9.678 ligações de janeiro a agosto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de um modo geral, o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, atrás apenas dos acidentes de trânsito. Quando analisados por gênero da mesma faixa etária, é a segunda circunstância para os óbitos do sexo feminino, ficando atrás de problemas decorrentes da maternidade e a terceira entre os garotos destas idades, sendo superada por acidentes de trânsito e por casos de agressão.

“A campanha é importante para chamar atenção da população para a diminuição do índice do suicídio. A gente faz essa chamada o mês todo para atingir um número maior de pessoas. Nós do CVV fazemos a prevenção e trabalhamos para que menos pessoas cometam esse ato de acabar com a vida tentando acabar com a dor, porque quando uma pessoa comete o suicídio essa é a intenção”, ressaltou a voluntária de Centro, Madalena Antônia da Silva Ribeiro.

Há cerca de 20 anos atuando na associação civil, ela revela que viu pouca coisa mudar durante esse tempo. Da sede de Mogi, que funciona na Vila Lavínia, os atendentes recebem chamadas de todo o país e Madalena diz que o que difere as ligações são os sotaques e termos utilizados, mas que os sentimentos e motivações são muito semelhantes.

Hoje, a unidade mogiana conta com a atuação de 19 voluntários. Outro grupo tem passado agora por um processo aprovatório. “Temos três grupos em processo e só depois de todas as etapas saberemos quantos serão absorvidos, porque na verdade não somos nós exatamente que dizemos sim ou não, a pessoa tem que se perceber. Faltam três semanas para fechar isso. Estamos tentando formar mais um horário, mas isso vai depender da disponibilidade de quem entrar”, explicou Madalena.

Dependendo do tempo disponível dos atendentes, o CVV de Mogi funciona atualmente de domingo a domingo, das 18 às 22 horas. Ao longo da semana, os voluntários também são encontrados em outros horários, mas ainda sem grupos formados e sem atendimento 24 horas. Para atuar no serviço é necessário ser maior de 18 anos e ter disponibilidade de tempo e interior, segundo frisou a voluntária.

Madalena diz ainda que o trabalho é gratificante e que atender aos chamados é uma maneira de aprender a conhecer pessoas sem pré-julgar. “Sem dúvidas nós temos um crescimento interior muito grande, é uma ajuda de duas vias, porque ao mesmo tempo que estou colaborando com o outro, ele está ajudando no meu crescimento também. Lidar com o que é do outro não é fácil, mas a partir do momento que aprendo a respeitar o que ele vai me trazer, é um crescimento”, finalizou.

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