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Chevrolet Tracker ganha itens de segurança na versão topo de linha

Agora a Chevrolet Tracker de topo de linha não é mais chamada de LTZ, e sim de Premier (Foto Jorge Rodrigues Jorge/AutoPress)

Antes intitulada LTZ, agora – até para transmitir a ideia de variante premium – a Chevrolet chama agora suas versões topo de linha de Premier. Começou no médio Equinox e, no fim de outubro do ano passado, chegou ao compacto Tracker marcando um momento importante de transição no modelo, que até então não tinha dois importantes itens de segurança: controles eletrônicos de estabilidade e tração, agora de série no Tracker Premier.
Visualmente, a troca de nome da versão LTZ para Premier mudou praticamente nada no Chevrolet Tracker. Exceto pela inscrição do nome da configuração, o SUV compacto segue o mesmo. E nem precisava mudar mesmo, já que o modelo passou por uma reestilização há pouco mais de um ano que tirou o aspecto anterior excessivamente rústico e deu uma cara mais elegante e moderna ao crossover. E fez com que o utilitário esportivo passasse a chamar bem mais atenção nas ruas do que antes.

Sem mudanças visuais, Tracker segue a mesma, mas agora com controles de estabilidade e tração (Foto Jorge Rodrigues Jorge/AutoPress)

A cabine segue um tanto desproporcional ao alto valor cobrado pelo modelo. Se bem que essa é uma característica que também aparece em outros concorrentes do segmento. Na Chevrolet, não é diferente e a sensação que se tem ao entrar em um Tracker, mesmo de topo de linha, é a de se estar no habitáculo de um Onix ou Prisma, também em configuração mais cara. Há bons porta-nichos, mas o porta-malas também pode desanimar quem pretende viajar em família ou carregar objetos mais volumosos: são apenas 306 litros.

No interior, a sensação de estar em um Onix ou Prisma, carros muito mais baratos da Chevrolet (Foto Jorge Rodrigues Jorge/AutoPress)

Em relação ao trem de força, nada foi mexido. O Tracker Premier adota a mesma motorização da extinta variante LTZ e de sua versão de entrada, a LT. Trata-se do moderno 1.4 turbo flex com injeção direta de combustível, capaz de render 153 cv de potência e 24,4 kgfm de torque, sendo que 90% dessa força ficam disponíveis já em 1.500 giros, de acordo com a fabricante.
O propulsor, o mesmo que equipa o hatch e o sedã Cruze, trabalha em conjunto com uma transmissão automática de seis velocidades e garante um zero a 100 km/h em 9,4 segundos e velocidade máxima de 198 km/h. Em movimento o 1.4 turbinado entrega bom vigor, mostrando fôlego o bastante para garantir boas arrancadas, retomadas e ultrapassagens.
Para valorizar a eficiência energética, favorecida pela adoção de um motor com turbocompressor, o Tracker Premier, assim como a extinta configuração LTZ, recebe sistema start/stop, que desliga o motor temporariamente em paradas. De acordo com a Chevrolet, isso pode resultar em até 15% de economia de consumo.

Motorização da versão Premier é o mesmo 1.4 turbo que equipa a configuração de entrada LT (Foto Jorge Rodrigues Jorge/AutoPress)

A carroceria rola um pouco nas curvas em alta velocidade, mas além de se tratar de um carro aparentemente bem seguro, a variante Premier trouxe como grande novidade a adoção de controles dinâmicos de estabilidade e tração de série. Não que fossem tão necessários assim – aliás, é bem difícil ver os equipamentos em ação -, mas são itens de segurança que já aparecem na lista de modelos inferiores e bem mais baratos e já estava na hora de chegarem ao Tracker.
Entre os equipamentos que se destacam no Tracker Premier estão, além dos novos controles dinâmicos de estabilidade e tração, a central multimídia MyLink, com tela sensível ao toque e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay. Ela também transmite as imagens da câmara de ré. Há ainda teto solar elétrico, chave presencial, luzes diurnas de LED sistema OnStar, alerta de ponto cego, rodas de 18 polegadas e alerta de movimentação traseira em marcha ré, entre outros.
O único pacote de opcionais disponível para o Tracker de topo também mudou, tornando-se mais atraente. Antes apenas com airbags laterais e de cortina, agora ele leva ainda alerta de mudança involuntária de faixa e de colisão frontal. Neste último, o motorista escolhe que distância manter em relação ao veículo à frente e, caso haja risco iminente de acidente ou frenagens bruscas, sinais luminosos e sonoros são acionados para chamar atenção do condutor. O pacote adiciona R$ 3.200 a mais na conta final do Chevrolet Tracker Premier, que parte de R$ 98.790. (Márcio Maio/AutoPress)

Ponto a ponto – Chevrolet Tracker Premier

Desempenho – O Tracker se move com o mesmo motor que equipa o médio Cruze: um 1.4 litro turbinado que gera 153 cv com etanol. Com injeção direta, o propulsor entrega 24,5 kgfm de torque máximo já em 2.000 rotações, propiciando ultrapassagens e retomadas bastante ágeis e arrancadas bem satisfatórias. A transmissão automática de seis velocidades é eficiente na hora de fazer o conta-giros subir ou descer rapidamente, de acordo com a necessidade do motorista. Nota 9
Estabilidade – Em velocidades médias, o Tracker se mostra estável. Mas, como é comum em SUVs compactos, a carroceria rola um pouco nas curvas. Na linha 2018, o crossover finalmente recebeu controle eletrônico de estabilidade, o que ajuda a aumentar a sensação de segurança na hora de se exceder um pouco mais no volante. Nota 8
Interatividade – O interior do Tracker é bem similar ao do hatch Onix ou do sedã Prisma, em suas configurações de topo. São poucos comandos, mas todos bem posicionados e de uso intuitivo. Assim como no resto da gama Chevrolet, o sistema OnStar está ali, com botões no retrovisor para ligar à central de atendimento. A central multimídia não tem navegador GPS, mas é compatível com Android Auto e Apple CarPlay. Há controle de velocidade de cruzeiro e, completo, o carro ainda traz alerta de colisão frontal e de mudança involuntária de faixa. As trocas manuais da transmissão automática, porém, seguem a partir de um entediante botão na alavanca. Nota 7
Consumo – O Tracker ganhou nota “A” no selo de eficiência energética do InMetro em sua categoria, com média de 7,3/8,2 km/l com etanol na cidade/estrada e 10,6/11,7 km/l com gasolina, nas mesmas condições. No geral, a nota foi “C”, com consumo energético de 1,97 MJ/km. Nota 7
Conforto – O espaço interno é bom e quatro ocupantes viajam com bastante conforto. A suspensão consegue filtrar boa parte das imperfeições das ruas e estradas brasileiras, promovendo poucos sacolejos na cabine. O isolamento acústico é correto, mas o barulho do motor invade sem cerimônia a cabine quando o turbo é acionado. O que, de certa forma, até instiga o motorista e não é tão incômodo assim. Nota 8
Tecnologia – A plataforma é a mesma dos sedãs Cobalt e Prisma, do hatch Onix e da minivan Spin. Nesta linha 2018, o Tracker ganhou a versão Premier e, com ela, controle de estabilidade e de tração de série, além de alerta de mudança involuntária de faixa e de colisão frontal opcionais. O motor é moderno e aliado à transmissão automática é um excelente trunfo do Tracker. Nota 8
Habitabilidade – De maneira geral, os carros da Chevrolet trazem bons nichos e porta-objetos para guardar tudo que precisa estar à mão do motorista durante uma viagem. Mas o porta-malas carrega apenas 306 litros, o que é bem pouco para a categoria em que atua. O teto solar cria uma boa sensação de amplitude no habitáculo e o espaço para os ocupantes de trás é bom tanto para cabeças quanto para as pernas. Nota 8
Acabamento – O Tracker Premier segue com o mesmo desequilíbrio que era visto, nesse quesito, na extinta configuração de topo LTZ. O motor é o mesmo adotado nos médios Cruze hatch e sedã, mas o interior do Tracker se assemelha ao do Onix e do Prisma, compactos da marca que, obviamente, atuam em faixas de preço bem inferiores aos mais de R$ 100 mil cobrados pela versão Premier completa do SUV compacto. Nota 6
Design – Até a linha 2016, o visual do Tracker era bem antiquado e conservador. Porém, quando ganhou o motor turbinado e passou pela reestilização promovida para o modelo 2017, isso mudou bastante. A nova assinatura visual da Chevrolet deu ao Tracker um desenho mais elegante e contemporâneo, mesclando a ideia de esportividade à robustez típica do segmento em que o carro atua. Não é o SUV mais bonito, mas pelo menos não carrega mais aquele visual tão datado de antes. Nota 8
Custo-benefício – O Chevrolet Tracker Premier parte de R$ 98.790, mas chega a R$ 101.990 completo, ou seja, com airbags laterais e de cortina e alertas de colisão frontal e de mudança de faixa. Ele tem dois rivais fortes. Um é o Ford EcoSport 2.0 de 176 cv e câmbio automático de seis marchas, que parte de R$ 96.990 na variante Titanium ou de R$ 99.990 na Storm 4X4, com tração integral. Outro é o Hyundai Creta Prestige 2.0, que parte de R$ 102.580 e é tão bem equipado quando o Tracker, só que mais espaçoso. Além do Tracker, o Peugeot 2008 é o único no segmento com motor turbo a gasolina, mas tem apenas câmbio manual. Nota 7
Total – O Chevrolet Tracker Premier somou 76 pontos em 100 possíveis.

Ficha técnica
Chevrolet Tracker Premier

Motor: Etanol e gasolina, dianteiro, transversal, 1.399 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, turbocompressor, injeção direta e controle eletrônico de aceleração.
Transmissão: Câmbio automático de seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 153 cv/150 cv a 5.200/5.600 rpm com etanol/gasolina.
Torque máximo: 24,5/24 kgfm a 2 mil/2.100 rpm com etanol/gasolina.
Taxa de compressão: 10,01:1.
Suspensão: Dianteira do tipo independente McPherson, barra estabilizadora, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás. Traseira com eixo de torção, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás. Controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 215/55 R18.
Freios: Discos dianteiros ventilados na frente e tambores atrás. Oferece ABS com EBD.
Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,26 metros de comprimento, 1,78 m de largura, 1,68 m de altura e 2,55 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais de série e laterais e de cortina opcionais.
Peso: 1.413 kg.
Capacidade do porta-malas: 306 litros.
Tanque de combustível: 53 litros.
Produção: San Luís Potosí, México.
Itens de série: Alarme antifurto, faróis e lanterna de neblina, sistema de fixação de cadeiras para crianças Isofix, freios com ABS e sistema de distribuição de frenagem, rack de teto, ar-condicionado, coluna de direção com regulagem em altura e profundidade, computador de bordo, controlador de velocidade de cruzeiro com comandos no volante, desembaçador elétrico do vidro traseiro, direção elétrica, sistema Stop/Start, trava elétrica com acionamento na chave, vidros elétricos, banco traseiro bipartido e rebatível, central multimídia com tela LCD sensível ao toque de 7 polegadas e integração com smartphones através do Android Auto e Apple CarPlay, controles de rádio e do celular no volante, sistema OnStar com pacote Exclusive, alerta de movimentação traseira em marcha ré, alerta de ponto cego, luz de condução diurna, luz de posição em leds, lanternas em leds, rodas de alumínio de 18 polegadas, câmara de ré, chave presencial, retrovisores externos elétricos com aquecimento, sensor de estacionamento traseiro, teto solar elétrico, banco do motorista com regulagem lombar elétrica.
Preço: R$ 98.790.
Opcionais: airbags laterais e de cortina e alertas de colisão frontal e de mudança de faixa.
Preço completo: R$ 101.990.


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