SISTEMA ALTO TIETÊ

Chuva do fim de semana faz represa de Taiaçupeba voltar a verter água

Represa de Taiaçupeba voltou a verter água nesta semana. (Foto: Wanderley Costa/Secop)
Represa de Taiaçupeba voltou a verter água nesta semana. (Foto: Wanderley Costa/Secop)

A chuva acumulada nos três primeiros dias de junho no Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) já representa 55% de todo o esperado para o mês. Os números do balanço divulgado diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que a pluviometria acumulada bate 31,7 milímetros, enquanto a média histórica é de 56,9 mm.

O volume de água no Spat atinge 97,1% da capacidade. Esta é a única vez em que o sistema chega a mais de 90% da capacidade no mês de junho desde 2010. Apesar da baixa expectativa, existe a possibilidade da chuva continuar hoje e amanhã na região.

As medições realizadas pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) na estrutura da Ponte Grande, sempre às 7 horas e compreendendo o índice pluviométrico das últimas 24 horas, apontaram para 7,5 milímetros de chuva na manhã de sábado; 2,5 mm na de domingo e 28,2 mm na manhã de ontem, quando o rio media 2,6 metros de altura.

De acordo com o Daee, a chuva do último fim de semana fez com que a represa de Taiaçupeba voltasse a verter a água que extravasa os 100% da capacidade. A unidade liberou água entre 12 de março e a última quarta-feira. No entanto, agora opera com 101,52% da capacidade e libera 750 litros de água por segundo.

A represa do rio Jundiaí também está com os vertedouros ligados desde 11 de março. Atualmente, o nível de água acumulado é de 101,07%, sendo liberados 250 litros por segundo. O maior volume represado ainda é o da represa de Paraitinga, em Salesópolis, que armazena 103,67% da capacidade e libera 2,7 mil litros de água por segundo.

O Daee esclarece que os reservatórios possuem sistema de controle da vazão, que monitora o nível de água armazenada, reduzindo os riscos de extravasamento.

Agricultura
O diretor do Sindicato Rural de Mogi, Minoru Mori, disse que a chuva que caiu nos últimos meses fez elevar o valor de alguns produtos, como frutas e verduras, mas sobretudo o das hortaliças, principalmente desde os fortes temporais de fevereiro e março. Segundo ele, havia retomada no valor das hortaliças ao início do ano, antes do mau tempo. No entanto, já nos próximos dias, o cliente deve encontrar os produtos do campo mais caros.

“Há hortaliças mais resistentes que outras, mas não podemos dizer que as menos resistentes ficarão mais caras. Tudo depende de que forma foram atingidas pela chuva e como estava o terreno. Quando a chuva é mais localizada em algumas determinadas áreas, como nos últimos dias em Jundiapeba e na região da Mogi-Bertioga, às vezes não atinge produtores de outras regiões”, destacou.


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