EDITORIAL

Chuva e vandalismo

Os terminais de ônibus Central e Estudantes são os pontos de maior movimentação diária dos mogianos. Por mês, cerca de três milhões de pessoas utilizam as 81 linhas municipais, cujo roteiro inclui a passagem pelos dois endereços.

Serviços públicos de ocupação praticamente ininterrupta, os dois terminais têm as condições de uso pioradas nos meses de verão por causa do excesso de chuvas, como mostrou uma reportagem desse jornal.

Entre os problemas estão o avanço das goteiras, dos buracos e depressões abertas pela passagem constante dos ônibus, da falta de reposição de peças quebradas e inutilizadas no decorrer do tempo, como os bancos e banheiros. Além da deterioração provocada pelo uso intenso, os equipamentos são alvo frequente do vandalismo, um péssimo hábito de um grupo de pessoas que agem impunemente e causam um dano a toda a cidade. A reposição das peças danificadas é paga por toda a população.

Esses problemas são identificados no decorrer do ano. Mas, com as chuvas, e as dificuldades de se repor o asfalto, as telhas quebradas, a falta dos vidros nos banheiros, a situação piora ainda mais.

Em um dos relatos, a passageira Conceição Aparecida de Novais mostra como os descuidos com a conservação agravam as deficiências. Além de não existirem bancos para atender a todos que esperam pelos ônibus, as goteiras caem em cima daqueles que poderiam ser usados, e prejudicam o mobiliário. “Acredito que dava para fazer alguma coisa para melhorar, porque não é nada muito difícil ou caso”, indica, focando em um ponto a ser trabalhado pelo governo municipal.

Os dois terminais precisam receber serviços emergenciais. São equipamentos usados intensamente. A cidade já comporta outros pontos de conexão de linhas. O número de ônibus que obrigatoriamente passam por esses locais – 3.065 partidas diárias – é o melhor argumento para se pensar em tirar o papel projetos antigos. A descentralização facilitaria a vida do usuário, o trânsito e até a manutenção desse mobiliário público.


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