Chuvas de verão


Mogi das Cruzes tem conseguido reduzir as áreas de risco de alagamentos, inundação e deslizamentos de encostas, mas ainda possui 38 pontos considerados vulneráveis pela Defesa Civil, responsável pelo monitoramento dessas regiões. É no verão que as ações preventivas e as estratégias desenvolvidas por órgãos públicos para o atendimento de situações emergenciais ganham relevada importância porque, delas, dependem a preservação da vida e a redução de perdas financeiras e materiais da população.
A partir de terça-feira, dia 1º de dezembro, representantes da Defesa Civil, secretarias municipais, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, iniciam a Operação Verão, que reúne um conjunto de procedimentos protocolares e técnicos para o atendimento às emergências ocasionadas pelas chuvas e o monitoramento climático.
No ano passado, mesmo com a escassez das chuvas, a Cidade viveu alguns dias de apreensão, em pontos já conhecidos, e que infelizmente ainda fazem vítimas, principalmente motoristas desavisados sobre os alagamentos em regiões desprovidas de um bom sistema de drenagem.
O rápido crescimento urbano, as ocupações ilegais e o crescimento acelerado dos bairros têm um alto custo para as pessoas e as cidades. Felizmente, Mogi das Cruzes eliminou áreas de risco iminente de deslizamentos. Porém, possui áreas preocupantes. São cinco pontos com riscos de deslizamentos, seis com riscos de inundação e 27 de alagamentos.
A Prefeitura responde pelas medidas de prevenção com a limpeza de córregos e rios, a desobstrução das bocas de lobo e galerias [onde elas existirem] e a fiscalização de irregularidades como construções irregulares e, o que é mais comum, o despejo de lixo, móveis e entulho na Bacia do Rio Tietê. E a população, a seu turno, deve fazer a sua parte para contribuir com a limpeza pública, a segurança das construções. Quanto mais consciente for o cidadão, melhor para todos. Muitos desses problemas porque alguns não jogam o lixo no lixo, outros desconsideram a coleta seletiva e outros mais constroem em regiões impróprias.
Os prejuízos sentidos após os temporais refletem a maneira como as pessoas e seus representantes tratam a Cidade. Quando o cidadão vê ou conhece quem joga lixo em um terreno alheio ou num rio e não age, não reclama, não corrige, não denuncia, e muito menos cobra a atuação do poder público, ele contribui com as enchentes, proliferação dos ratos, insetos e baratas, etc.


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