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Ciclovias esperam por melhorias e integração em Mogi

Ciclistas precisam anda com atenção redobrada em trechos da Adhemar de Barros e da Miguel Gemma. (Foto: Edson Martins)
Ciclistas precisam anda com atenção redobrada em trechos da Adhemar de Barros e da Miguel Gemma. (Foto: Edson Martins)

A falta de conexão das pistas destinadas aos ciclistas torna os mais de 26 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas pouco eficientes em Mogi das Cruzes. Além disso, mesmo em trechos onde a pintura foi restaurada, o piso com depressões e buracos oferece riscos de queda a quem está pedalando, caso não desvie a tempo dos buracos. O coletivo BiciMogi defende a inclusão de um plano cicloviário, visando esta interligação e a manutenção destas vias no Plano Diretor Municipal de 2019.

Semana passada, o vereador Cláudio Miyake (PSDB) sugeriu a transferência da rota do Pedala Mogi – que começa no Centro Cívico e passa por ruas do Centro onde estão instalados prédios antigos, museus e o Mercado Municipal – para a área do Nova Mogilar e César de Souza, incluindo a Avenida Cívica e o Parque Centenário. Atualmente, o circuito é feito todos os domingos das 8 às 13 horas.

“Interligar os parques é uma ideia legal, uma boa proposta, mas o nosso objetivo maior é conseguir um caminho que ligue os bairros ao Centro, para que ele seja realmente útil. É preciso também que as ciclovias existentes hoje recebam serviços constantes de manutenção, principalmente para tapar os buracos e de sinalização”, comentou Jair Pedrosa, um dos coordenadores do BiciMogi.

Na Avenida Francisco Rodrigues Filho, por exemplo, desde 2008 – quando a duplicação foi finalizada – foi definido que a via receberia ciclovia no sentido César de Souza em cima da calçada. Por lá, Pedrosa acredita que o ideal seria o alargamento do passeio, mas na falta dessa opção, ele sugere a pintura de uma faixa verde, identificado assim o espaço destinado aos pedestres, para que não reduzir os conflitos existentes atualmente com os ciclistas.

Nesse local, a Secretaria Municipal de Transportes descarta as duas melhorias, primeiro porque o modelo foi absorvido pela população. Já a ampliação de calçadas significaria uma diminuição no leito da avenida, que é um dos pontos saturados pelo trânsito de veículos na Cidade.

Pedrosa considera que a ciclofaixa da Avenida Governador Adhemar de Barros requer bastante atenção no momento. “Ela é a que mais tem que melhorar. É necessário reforçar a sinalização e a colocação de placas que indiquem que ali é uma ciclovia. A melhor solução seria fazer um estudo junto à CPTM para realizar o alargamento da calçada e da ciclovia. Mas como isso é mais complicado uma ideia seria a reduzir a velocidade máxima permitida para os carros para 30 km por hora, para trazer mais segurança aos ciclistas”, considera.

Outra reivindicação é a instalação de bicicletários. Antes, existia um no interior do Terminal Central, fechado por falta de segurança. Pedrosa conta que uma empresa de estacionamentos já se ofereceu para arcar com os custos das câmeras e do sistema de segurança do lugar, caso ele seja relocado.

O endereço do outro bicicletário seria no Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, alvo de uma licitação para a escolha da futura empresa que irá administrar o local. Por lá, a área destinada às bicicletas fica do lado de fora da estrutura. “Quase ninguém tem coragem de deixar o equipamento ali, até porque ele não é coberto”, disse Pedrosa.

O coletivo reivindica a integração intermodal (que interliga diversos tipos de transporte). “Isso já é muito utilizado em diversas cidades e seria interessante que fosse incentivado por aqui também”, finaliza.

Os 26 km têm problemas
Avenidas Francisco Rodrigues Filho, Governador Adhemar de Barros, Pedro Romero e Engenheiro Miguel Gemma. Esses são alguns endereços de Mogi das Cruzes em que as vias são contempladas com ciclovias ou ciclofaixas. Ao longo destes trajetos é comum se deparar com buracos ou rachaduras, caso da ciclovia da Francisco Rodrigues Filho, que recentemente teve toda a pintura refeita e, em alguns pontos, a tinta passou por cima das declividades. A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos programou uma vistoria para verificar a necessidade de reparos ou manutenção no pavimento.

Na Adhemar de Barros tem pintura antiga, apesar de ter os buracos tampados. Sobre este local. a pasta de Transportes afirmou que o trecho próximo à Avenida Cavalheiro Nami Jafet está passando por serviços de recomposição de sarjetas, que fazem parte das obras do Corredor Leste-Oeste. O trecho receberá recapeamento e sinalização adequada.

Os serviços de recapeamento estão previstos para serem realizados durante este mês de julho. Já o restante da ciclovia do corredor formado pelas avenidas Governador Adhemar de Barros e Anchieta recebeu serviços de revitalização de pintura e implantação de tachões no mês passado. A Prefeitura promete sinalizar e pintar a ciclovia da Pedro Romero.Já na Avenida Engenheiro Miguel Gemma a pintura da ciclofaixa encontra-se bem apagada e os buracos são encontrados facilmente. Foi informado que tanto a via quanto a ciclovia recebem intervenções de manutenção rotineiras. No entanto, obras de recuperação do acesso, uma das mais deterioradas da Cidade, dependem da obtenção de recursos.