PARADESPORTO

Cidade perde o paratleta Dirceu Pinto aos 39 anos

EXEMPLO Com as conquistas, Dirceu reuniu milhares de admiradores. (Foto: arquivo)
EXEMPLO Com as conquistas, Dirceu reuniu milhares de admiradores. (Foto: arquivo)

Bicampeão paralímpico individual e de duplas e maior incentivador da bocha adaptada na Região do Alto Tietê, Dirceu José Pinto foi vítima de problemas cardíacos e faleceu na tarde de ontem, aos 39 anos, nesta cidade. Atleta da Associação Desportiva de Mogi Das Cruzes (ADMC), Dirceu também era filiado na Associação Nacional de Desporto para Deficientes (Ande). O horário do sepultamento não foi divulgado até o fechamento desta edição.

Nascido em Francisco Morato, na Grande São Paulo, Dirceu Pinto era bicampeão paralímpico da modalidade, com quatro medalhas de ouro nos Jogos de Pequim 2008 e Londres 2012, no simples e nas duplas, além de uma prata por equipes nos Jogos Rio 2016. Também conquistou dois ouros no Mundial de 2010 e uma prata no Mundial de 2014.

Ele veio ainda garoto para o Bairro de Pindorama, em Mogi, onde seu pai iria administrar uma propriedade rural, onde eram cultivadas plantas ornamentais.

E foi durante as caminhadas diárias para a Escola Américo Sugai, a alguns quilômetros de sua casa, que Dirceu sentiu as primeiras dores nas pernas, sintomas de um processo de distrofia progressiva que, anos mais tarde, o levaria, em definitivo para uma cadeira de rodas.

Os sinais de paralisia dos membros inferiores tornaram a vida do garoto e, depois, do jovem Dirceu um verdadeiro sacrifício. E ele, por pouco, não enveredou pelos perigosos caminhos das drogas e bebidas. A fé e o apoio da família foram decisivos para sua vida.

Até que um dia, enquanto realizava tratamento na Fisioterapia do Clube Náutico, descobriu a recém-criada bocha adaptada. Se apaixonou pelo esporte, treinou e foi parar nas Paralimpíadas da China. Voltou campeão, com duas medalhas de ouro. E não parou mais.

Em Mogi, Dirceu coordenava as atividades e os treinamentos da Associação Desportiva Mogi das Cruzes (ADMC), na condição de responsável pelo Centro Paradesportivo Cid Torquato, uma megaestrutura criada pela Prefeitura de Mogi no bairro do Rodeio para atender exclusivamente a mais de 400 pessoas portadoras de algum tipo de deficiência física, especialmente aqueles que possuem forte ligação com as diversas modalidades do paradesporto, da cidade e de toda a Região.


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