ARTIGO

Cinco gerações sob o mesmo teto

Claudio Costa

Vivemos quase três décadas a mais do que nossos avós, e hoje cinco gerações convivem no mesmo ambiente profissional. Nenhuma com o mesmo modo de trabalhar, pensar ou sonhar. Em um mundo ideal, a experiência e o jogo de cintura de quem tem anos de estrada estariam em harmonia com o conhecimento intuitivo e o frescor dos jovens, gerando um produto único, original e poderoso. Mas como não vivemos em mundo ideal, gestores de pulso firme, com baixa tolerância a erros, passaram a ter dificuldade para mobilizar equipes e precisaram adaptar seu estilo de liderança para a geração do milénio, menos interessada em hierarquia e rotinas e mais adeptas a flexibilidade e diálogo.

Na era hiperdigital o desafio está em encantar clientes e engajar pessoas a colaborar em nome de um propósito. Neste cenário, a diversidade de idade, olhares e perspectivas nunca foi tão estratégica e a tecnologia tem facilitado a conexão entre diferentes gerações, competências e formas de pensar.

Nas organizações já é possível ver CEOs na faixa de 20 anos e estagiários acima de 50 ou 60 anos, muitas vezes se preparando para uma nova carreira.

É preciso virtualizar nossas existências no mundo on-line e nos juntarmos muito mais por valores, interesses e conteúdos do que por idades, usando técnicas e ferramentas que possam ajudar na promoção e integração de talentos nas empresas.

Nesse mundo acelerado, complexo e incerto da era digital, as iniciativas são baseadas na experiência, em testar hipótese, aprender rapidamente e gerar informação relevante. Esta é a revolução industrial que está mudando todas as fronteiras da sociedade. Nada está resolvido, nem vai estar. Neste mundo em alta velocidade, que exige o reaprender constante, o que traz resultado é pensar em pessoas primeiro.

As empresas que estão na liderança são aquelas que entendem a importância de se reinventar, integrando diferentes competências, trajetórias, vivencias e estilos de trabalho ou pensamento. É preciso apostar na Multidisciplinaridade como forma de sobrevivência na era digital. Forte abraço

Claudio Costa é diretor de Desenvolvimento Econômico e Social da Prefeitura de Mogi das Cruzes


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