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Citroën lança o SUV C4 Cactus no mercado brasileiro

O C4 Cactus brasileiro chega com design irreverente, porém não exatamente igual ao modelo produzido na França (Foto Luiz Humberto Pereira/AutoMotrix)

Lançado na Europa em março de 2014, o Citroën C4 Cactus chegou totalmente remodelado às concessionárias europeias este ano, e é esse design renovado que foi adotado no modelo produzido no Brasil e que está chegando ao mercado. Disponível em três versões de acabamento – Live, Feel e Shine – e com extensa lista de equipamentos de série, o C4 Cactus tem seis versões e uma ampla faixa de preços de R$ 68.990 da Live manual aos R$ 98.990 da Shine Pack Turbo THP automática.
O novo C4 Cactus adotou um estilo menos extravagante que o modelo apresentado em 2014, mas mantém um jeito irreverente. Como nos últimos lançamentos da marca, a frente traz a assinatura luminosa em três estágios e o “chevron” tridimensional cromado, que se estende por meio da grade até as extremidades. Na parte baixa, os projetores adotam uma máscara negra. Com a frente alta e horizontal e dois volumes bem definidos na carroceria, a silhueta é fluida, com destaque para o teto “flutuante”, no qual as colunas revestidas de preto fosco conferem à capota uma sensação de que está flutuando, e as barras que também trazem o mesmo conceito.

O C4 Cactus chega em três versões de acabamento e duas motorizações 1.6 litro, aspirada e turbinada (Foto Luiz Humberto Pereira/AutoMotrix)

Para ampliar a proteção, o C4 Cactus conta com proteções nas molduras das caixas de rodas e na parte inferior da carroceria, bem como Airbumps, as bolsas de ar apresentadas em 2014 com o primeiro Cactus na parte inferior das portas. As rodas aro 17 diamantadas com pneus de uso misto reforçam o aspecto SUV. Na traseira musculosa, os grupos ópticos, dotados de dois módulos de LED alongados e com efeito 3D, funcionam como uma assinatura luminosa gráfica e tecnológica.
Com altura de 1,56 metro, o C4 Cactus é 15 centímetros mais baixo que seu principal concorrente, o Jeep Renegade. Com comprimento de 4,17 metros e largura de 1,71 metro, o C4 Cactus é sete centímetros mais curto e nove centímetros mais estreito que o Renegade, mas seu entre-eixos de 2,60 metros é três centímetros maior que o do modelo da Jeep. Apesar das dimensões compactas da carroceria, o C4 Cactus não abre mão de uma altura elevada em relação ao solo (225 milímetros) e de bons ângulos de ataque (22 graus) e de saída (32 graus) que caracterizam o segmento de utilitários esportivos.
O Cactus teve direção, suspensões, freios, rodas e pneus desenvolvidos especialmente para o mercado latino-americano, que tem estradas bem mais maltratadas em comparação às europeias. Além do Jeep Renegade, outros adversários apontados pela própria Citroën para seu novo modelo são o Hyundai Creta, o Nissan Kicks, o Chevrolet Tracker, o Ford EcoSport, o Renault Captur e o Honda HR-V.

O Citroën custa a partir de R$ 68.990 e concorre diretamente com Honda H-RV, Jeep Renegade, Hyundai Cretae Nissan Kicks (Foto Luiz Humberto Pereira/AutoMotrix)

No interior, a extravagante configuração européia, que inclui quadro de instrumentos de aspecto “flutuante”, porta-luvas com abertura para cima e tiras de couro no painel e nos puxadores de portas, deu lugar a um estilo bem mais ortodoxo na versão para o mercado latino-americano. As cores privilegiam os tons escuros, bem ao gosto do consumidor local. O painel totalmente digital, moderno e tecnológico, traz os acabamentos da tela da central multimídia em preto brilhante, à semelhança das telas de tablets.
A área do painel tem revestimentos de toque suave. Todas as versões contam com central multimídia de sete polegadas com sistema de áudio com Bluetooth. Ela agrupa sistemas de auxílio à condução, ar-condicionado e telefonia, compatível com Apple CarPlayTM e Android Auto, rádio com seis alto-falantes, equipado com AM, FM e pilotado pelos comandos no volante. O Mirror Screen conta com Android Auto e permite navegação embarcada por meio do Google Maps ou do Waze e gestão de SMS.
São oferecidas para o C4 Cactus duas opções de motor, ambas de 1.6 litro. O THP (Turbo High Pressure) 16V flex, disponível apenas na versão “top” Shine e sempre acoplado a uma caixa de câmbio automática sequencial de seis marchas, entrega 173 cavalos e 24,5 kgfm. Já o motor 120 VTI Flex Start gera 122 cavalos e um torque de 16,4 kgfm nas versões manuais e 118 cavalos e 16,1 kgfm quando equipado nas versões automáticas. Opcionalmente, as versões Feel e Shine podem vir equipadas com o pacote de equipamentos de segurança e auxílio à direção, que inclui sistema de frenagem automática e alerta de colisão.

Na versão de topo o C4 Cactus vem bem equipado. Central multimídia é de série em todas as versões, porém não traz navegador GPS (Luiz Humberto Pereira/AutoMotrix)

O mais novo Citroën, em sua versão topo de linha, impressiona pelo nível de equipamentos. Vem com sistema Keyless – a chave é identificada por um sensor de proximidade e a porta é automaticamente destravada quando a maçaneta é puxada -, botão Start/Stop – ao pressionar levemente o botão no console central, ativa a ignição -, sistema de áudio de alta qualidade, Bluetooth, câmera de ré, controle e limitador de velocidade, faróis automáticos, sensor de chuva, espelho eletrocrômico e detector de pressão dos pneus. A versão avaliada tinha o grupo de opcionais Pack, que inclui sistema de frenagem automática, alertas de colisão, de atenção ao condutor e de saída de faixa, indicador de necessidade de descanso, airbag de cortina e, ainda, carroceria de duas cores.
Para um SUV compacto, o habitáculo é correto. O espaço para cotovelos foi aumentado por meio da adoção de painéis de portas mais cavados. Os porta-objetos são práticos e bem dimensionados. O porta-malas disponibiliza um volume útil de 320 litros, que se pode estender até 1.170 litros com os bancos traseiros rebatidos. O conforto é otimizado pela eficiência do conjunto suspensivo, que recebeu amortecedores, molas e batentes reforçados em relação à versão europeia. O aspecto acústico e vibratório também impressiona bem.

Na frente, as luzes diurnas estão posicionadas nas extremidades do “chevron” cromado, separadas dos faróis com máscara negra (Foto Luiz Humberto Pereira/AutoMotrix)

Em termos ergonômicos, os assentos são bem desenhados, recheados com espumas de textura agradável e contam com regulagem de altura para o motorista e passageiro. Como o volante também oferece ajuste em altura e profundidade, não é difícil para o motorista encontrar uma posição confortável. Entre os aspectos que poderiam evoluir dentro do Cactus estão o mau posicionamento do apoio de braço do motorista no console central (é tão recuado que fica difícil de usá-lo), a existência de apenas uma saída USB e a ausência de saída de ar-condicionado para o banco traseiro. Ajustar o ar-condicionado, como para impedir a entrada de sujeira em trechos poeirentos ou enfumaçados, requer comutar a tela central para tal função, algo que leva tempo e não é nada prático. Um botão próprio para esse fim seria bem-vindo.

IMPRESSÕES
A bordo da versão topo de linha Shine Pack THP, em um trajeto de cerca de 80 quilômetros, foi possível percorrer rodovias bem asfaltadas, outras bem maltratadas e até estradas de terra e uma pequena trilha. O motor THP (Turbo High Pressure) 16V Flex basta para fazer do C4 Cactus um crossover esperto, que acelera fácil e permite ultrapassagens seguras. Faz uma bela dupla com a caixa de câmbio automática sequencial de seis marchas, que tem opção de acionamento manual das marchas na manopla do câmbio.
O “powertrain” assegura um desempenho compatível com a proposta do carro que, segundo a Citroën, é capaz de acelerar de zero a 100 km/h em 7,3 segundos (com etanol) e chegar à velocidade máxima de 212 km/h. O modelo oferece (três modos de condução: Sport, Drive e Eco. O Drive proporciona o melhor compromisso entre desempenho e consumo, o Sport valoriza o aspecto dinâmico e o Eco privilegia a diminuição do consumo de combustível. (Luiz Humberto Pereira/AutoMotrix)