ANÚNCIO

Classificação do Alto Tietê é mantida na fase vermelha, que restringe a flexibilização da quarentena

FLEXIBILIZAÇÃO Os gestores do Alto Tietê buscavam elevar a classificação da região para a fase laranja. (Foto: arquivo)

Apesar da decepção com o resultado da avaliação feita nesta quarta-feira (3) pelo Governo do Estado, que mesmo diante da pressão dos prefeitos de Mogi das Cruzes e das cidades vizinhas para elevar a classificação do Alto Tietê no Plano São Paulo, decidiu manter a região na zona de restrição máxima (vermelha) para flexibilização da economia, a direção do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) tenta avaliar o lado positivo da situação ao destacar os últimos investimentos feitos na saúde.

A decisão de prorrogar a quarentena no Alto Tietê frustrou os prefeitos que estavam confiantes nessa mudança de fase, especialmente após o envio por parte do Estado dos novos respiradores para a região na noite de anteontem – 10 para Mogi e outros 10 para Itaquaquecetuba -, possibilitando a abertura de mais vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), um dos quesitos avaliados no Plano de Reabertura Consciente.

Porém, após live feita na tarde de quarta-feira pelo governador João Doria (PSDB) e integrantes do Comitê Estadual da Covid-19, quando o anúncio foi feito, o Condemat publicou uma nota, que em vez de criticar, optou por manter um tom conciliador ao destacar “a evolução conquistada pela região na melhoria da capacidade hospitalar e no controle da doença”, critérios que permitirão o avanço no Plano São Paulo e o início do processo de retomada de algumas atividades econômicas a partir de 15 de junho.

Segundo o Condemat, nesta primeira reavaliação feita na quarta-feira do Plano São Paulo, o governo apresentou os avanços nas cinco sub-regiões da Grande São Paulo, sendo que a região Leste, representada pelo Alto Tietê, é a que teve a maior implementação de novos leitos de UTI para a Covid-19. Foram 61 vagas no período de uma semana. “Mantidos os esforços, o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, afirma que a tendência é a mudança de fase na próxima semana”, observa.

O presidente do Consórcio, Adriano Leite, disse que é nítida a progressão que a região teve nos indicadores, resultado da soma de esforços de prefeitos, Estado e serviços de saúde. “Mas sabemos também que o prazo foi curto e é preciso avançar ao longo desta semana para que o Alto Tietê possa iniciar, com cautela redobrada e responsabilidade, a retomada a partir do dia 15 de junho”.

A direção do Consórcio ressalta que os municípios estão atuando para ampliar ainda mais a oferta de leitos de UTI por meio da contratação de serviços privados e ampliação de unidades municipais. Há também a previsão de mais 198 leitos nos hospitais estaduais da região até 30 de junho e o envio, nesta semana, de mais 30 respiradores para Guarulhos e Suzano.

Vereadores criticam a posição de Doria

A Câmara de Mogi elevou o tom nas críticas contra o governador João Doria (PSDB). A maioria dos vereadores repudia a decisão do Estado de manter a região de Mogi na zona vermelha do Plano São Paulo, impedida de iniciar a reabertura da economia a partir de agora. Alguns afirmaram que o prefeito Marcus Melo (PSDB) deveria começa a flexibilização independentemente das orientações do projeto que estabelece fases para que isso aconteça. Outros dizem que o assunto precisa ser discutido com especialistas, técnicos na área de saúde, além e consultar o Ministério Público antes de tomar qualquer decisão.

O assunto provocou discussões na sessão desta terça-feira. Um dos mais indignados, o vereador Mauro Araújo (MDB), citou a petição feita pelo Sindicato do Comércio Varejista de Mogi e Região (Sincomércio), com mais de 900 assinaturas, pedindo a retomada das atividades com regras de segurança. “Por que São Paulo tem possibilidade e Mogi não? Isso causa insegurança à população que nem obedece mais, porque não consegue entender as ordens. É um descaso de Doria com Mogi. O prefeito precisa assumir uma posição, enfrentar a situação e assumir esse risco”, diz.

Taubaté Guimarães (PTB) alega que diante das “balburdias do Governo do Estado”, os administradores públicos “têm que ter coragem” de enfrentar o problema com responsabilidade. “Dezenas de pessoas fechando por causa da omissão do Estado, do descaso com o desemprego. A periferia sofrendo enquanto os administradores públicos optam pela omissão em vez de zelar pelos mogianos”. Vereadores como Marcos Furlan (DEM), Fernanda Moreno (MDB), Carlos Evaristo (PSB) e outros defendem a retomada das atividades o mais rápido possível, seguindo os critérios de segurança. Há parlamentares como Protássio Nogueira (PSDB) e Cuco Pereira (PSDB) que cobram avaliação de especialistas para confirmar se está ou não na hora de reabrir alguns setores, mesmo com aumento dos casos de Covid-19 na cidade.

Projetos

Foi aprovado ontem o projeto do Executivo que institui a Política Municipal de Educação Ambiental, neste momento que a cidade promove o “Junho Verde”, desenvolvido pela Secretaria de Verde e Meio Ambiente com a realização de uma série de ações voltadas à área. Outro projeto aprovado autoriza convênio com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para execução de obras e serviços de pavimentação da antiga estrada da Volta Fria, com extensão de 8.622,80 metros, além da estrada do Furuyama, que liga Mogi a Suzano, com 2.937,20 metros, totalizando 11.560,00 metros.


Deixe seu comentário