SITUAÇÃO

Clientes causam aglomerações em frente à bares de Mogi após flexibilização de horário

No final de semana, vídeos e fotos de aglomerações em frente aos bares em Mogi das Cruzes, sobretudo no Mogilar e na Praça Norival Tavares, no Parque Monte Líbano, circularam na internet. Especificamente nestes casos, a Secretaria Municipal de Segurança verificou que os estabelecimentos respeitaram o horário de funcionamento, mas após o fechamento, as pessoas ficaram na rua. Entre o começo da noite da última sexta-feira e o final de domingo, a pasta recebeu 27 denúncias de desrespeito às determinações do Plano SP de retomada da economia. Do total, três estabelecimentos foram notificações e um deles multado.

O secretário municipal de Segurança, o coronel reformado da PM Paulo Roberto Madureira Sales, disse em entrevista a O Diário que uma equipe da Guarda Municipal chegou ao bar do Mogilar às 22h10 e verificou que as portas já estavam fechadas. Segundo ele, apesar de as pessoas estarem aglomeradas na rua, não há o que a pasta possa fazer.

“É o direito de ir e vir de cada cidadão e a gente não pode fazer nada. Existem as orientações sobre os cuidados com o uso de máscara e para evitar aglomeração. Mas se sabendo disso, as pessoas decidem continuar, não podemos agir de forma ostensiva. A nossa Guarda Municipal esteve no local, depois chamamos a Polícia Militar e, por volta das 23h30, meia-noite, eles foram embora”, explica Sales.

O secretário disse que, diferente disso, outros dois bares e uma adega foram autuados no fim de semana porque foram orientados a fechar, mas depois reabriram de novo. E em um quarto caso, de um evento que acontecia em uma quadra de futebol no distrito de Jundiapeba, o organizar foi orientado, notificado e, por último, multado em R$ 1,8 mil, porque manteve o evento.

“O que tenho percebido é que as pessoas estavam ansiosas para sair, ir a bares e restaurantes. Muitos estabelecimentos obedeceram, mas os clientes quiseram continuar na rua, em praças, até com coolers”, pontua Sales.

O vice-prefeito de Mogi, Juliano Abe, que tem mantido contato com os comerciantes para a retomada da economia, também reforçou que os estabelecimentos não estavam errados, pois obedeceram ao horário de funcionamento.

“Nós temos trabalhado de maneira muito forte neste sentido de que, mesmo com o processo de retomada, tem que ser mantida a orientação de que ainda não voltamos ao normal, de que o vírus continua circulando. É preciso que o comportamento das pessoas seja adequado ao momento em que estamos vivendo”, pontua.


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