SAÚDE

Clubes de Mogi se unem para realizar mutirão de glaucoma na cidade

ORGANIZAÇÃO Representantes do Lions, Paulo Rogério, Carlos Fonçatti e Luiz Prado divulgam ação. (Foto: divulgação)

Uma parceria entre clubes de serviços e uma clínica oftalmológica particular de Mogi das Cruzes vai realizar exames para a detecção de glaucoma e retinopatia diabética em cerca de 200 pessoas com mais de 40 anos de idade, moradoras em setores carentes da cidade. Interessados em participar do projeto “Ação Social Glaucoma e Retinopatia Diabética” deverão entrar em contato telefônico com uma das quatro unidades do Lions Clube de Mogi  (Centro, Estância, Itapety ou Braz Cubas) para se inscrever e garantir vaga para os exames que serão feitos por seis médicos oftalmologistas da Clínica Fonçatti, sob a supervisão do médico Carlos Fonçatti, que há três décadas mantém consultório na cidade.

O mutirão de atendimento acontecerá no próximo sábado, dia 30, entre as 8h30 e 12h30, na sede da Clínica, localizada no número 220 da rua Antonio Meyer, no Jardim Santista.

“Não se trata de exame para avaliar as condições de visão das pessoas, mas para saber se elas possuem pressão alta nos olhos, ou se pessoas portadoras de diabetes são também portadoras de retinopatia diabética; duas doenças, que se não forem devidamente tratadas, podem levar à cegueira”, explica o oftalmologista Carlos Fonçatti, ressaltando que tanto o glaucoma como a retinopatia são “doenças silenciosas”, que só se manifestam quando já se encontram num estágio bem avançado, quando implicam em riscos de comprometimento da visão, mas que podem ser tratadas e controladas, caso sejam detectadas, logo no início, por meio de exames, como os que serão realizados neste sábado.

Projeto 

Para que a ação social seja realizada, cada Lions Clube irá selecionar 50 pessoas, com idade superior a 40 anos, moradoras de comunidades carentes. Cada unidade do clube de serviços ficará responsável por conduzir as pessoas inscritas e escolhidas até a Clínica Fonçatti, respeitando os seguintes horários: Lions Mogi Centro, às 8h30; Lions Mogi Estância, às 9h30; Lions Mogi Itapety, às 10h30; e Lions Mogi Braz Cubas, às 11h30.

Logo que chegar à Clínica, cada paciente indicado será recepcionado por um uma equipe do Lions Clube que ficará encarregada da entrega de senha, a partir do preenchimento de uma ficha cadastral com dados como nome, idade, endereço, além de informações sobre o uso de medicamentos, exames oculares já realizados, conhecimentos sobre as doenças examinadas, e possíveis casos na família.

Os pacientes diagnosticados com mais de 150 mg/dl de glicemia naquele dia e diabéticos convivendo com a doença há mais de cinco anos, serão submetidos ao exame do fundo de olho. As pessoas que tiverem algum dos diagnósticos confirmados receberão orientações sobre a doença e seus riscos, assim como a necessidade de acompanhamento.

Quem, porventura, tiver confirmado o diagnóstico de glaucoma, além de orientações, receberá também  medicação para o tratamento da doença por tempo determinado, que será fornecida por laboratórios parceiros do evento.

Casos emergenciais e urgentes, a critério do médico Carlos Fonçatti, terão acompanhamento do Lions Clube responsável pela sua indicação.

“Este é um trabalho que integra o mês de conscientização e ação acerca do diabetes, idealizada pelo Lions Clube Internacional e realizada pelos quatro clubes de Mogi das Cruzes; trata-se de um marco para o Lions Internacional que, em novembro, comemora o Mês Internacional da Luta Contra o Diabetes, um dos pilares do clube em todo o mundo”, afirma o coordenador de Desenvolvimento de Programas de Liderança do Lions, Paulo Rogério.

Pressão alta no olho é sintoma da doença

O glaucoma, também popularmente conhecido como “pressão alta nos olhos”, se caracteriza pelo excesso de líquido dentro do olho, que acaba por comprimir o nervo ótico contra a parede interna do globo ocular, com sérias consequências para a visão, caso não ocorra o tratamento que deverá resultar em seu esvaziamento progressivo. A pressão ocular média deve ser de 10 a 20 mm/Hg (milímetros de mercúrio).

Segundo o oftalmologista Carlos Fonçatti, a pressão que varia entre 21 e 25 mm/Hg, sem o tratamento adequado, pode levar o seu portador à cegueira num período de 10 a 15 anos, enquanto a pressão de 26 a 30 mm/Hg, pode causar cegueira em até cinco anos. Já quem permite que a pressão atinja a faixa de 31 a 25 mm/Hg corre o risco de perder a visão em, no máximo, dois anos.

“O glaucoma é um grave problema que, na maioria das vezes, não apresenta sintomas que podem ser notados pelo portador da doença, por isso, a importância dos exames após os 40 anos”, explica Fonçatti, lembrando que somente quando a pressão ultrapassa os 28 mm/Hg é que o paciente começa a sentir dores nos olhos.

O tratamento do glaucoma é feito à base de colírios que conseguem esvaziar o excesso de líquido no interior dos olhos, impedindo que o nervo ótico seja pressionado contra a parede do olho. Sensível, esse nervo pode acabar ‘morrendo’. Segundo o médico, em 99% dos casos de glaucoma, o tratamento é clínico. “Cirurgia, somente em último caso”, diz Fonçatti.

Já a retinopatia diabética é um problema que pode afetar os olhos de pessoas portadoras de diabetes.

O diabetes descontrolado costuma afetar a circulação, rins, coração, cérebro e olho, não necessariamente nesta ordem.

“Como o olho possui muitas veias e artérias, o comprometimento vascular leva à retinopatia diabética”, afirma Fonçatti, que detalha: quem tem o diabetes mal controlado, na faixa do índice glicêmico entre 150 e 200 mg/dl (miligramas por decilitro), certamente terá o olho lesionado num período de 10 a 15 anos. Para aqueles que têm o índice de 200 mg/dl ou mais, as lesões têm início entre 5  e 10 anos.

A incidência da doença, sem o devido tratamento, faz com que a veia da retina acabe ficando cada vez mais dilatada, até chegar ao ponto de vazar sangue. São as chamadas hemorragias puntiformes (pontos vermelhos) que evoluem para um sangramento denominado “em chama de vela”, bem mais intensas. Se não houver controle, ocorrem as hemorragias retinianas, fase em que começa haver falhas na circulação, podendo ocorrer o aparecimento de exsudatos, que são áreas brancas, onde deixam de ocorrer circulação sanguínea, levando a uma lesão mais profunda da retina.

E por último, a neuropatia diabética acaba por provocar inchaço no nervo ótico, primeiro passo para a cegueira.

O exame para detecção da neuropatia diabética será obrigatório para as pessoas que convivem com o diabetes há mais de cinco anos e para os que apresentam índice glicêmico superior a 150 mg/dl. Para isso, esses pacientes serão submetidos ao exame de fundo de olho.

A doença é tratada à base de injeções ou uso de laser que ajudam a melhorar o processo inflamatório. “O tratamento básico, entretanto, é o controle da glicemia, que é a concentração de glicose no sangue, ou mais precisamente, no plasma sanguíneo”, explica Fonçatti.

PROJETO AÇÃO SOCIAL

CLUBE DE SERVIÇO        HORÁRIO     TELEFONE

Lions Mogi Centro                  8h30              9-7609-3944

Lions Mogi Estância               9h30              4725-1260

Lions Mogi Itapety                10h30             9-8281-6685

Lions Mogi B. Cubas             11h30              4727-6700


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