PEDIDO

Cocuera volta a pedir limpeza de fossa

A limpeza de fossas no bairro do Cocuera, em Mogi das Cruzes, continua sendo uma reivindicação da comunidade local. Há dois anos, O Diário mostrou o impasse entre a cobrança de quem vive no bairro e quer o retorno desse serviço que deixou de ser realizado há mais de duas décadas, enquanto o Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) esclareceu que só realiza o serviço para quem é cliente, respeitando a legislação.

Com a pandemia do novo coronavírus, o líder de bairro Ronaldo Leme volta a reclamar da situação e diz que a falta de esgoto no bairro compromete a saúde pública de cerca de cinco mil famílias que não têm o esgoto, dependem de fossas e ainda precisam pagar pelo serviço de limpeza.

“O Instituto Trata Brasil já visitou o nosso bairro e disse que o Cocuera poderia servir de base para um projeto-piloto de tratamento de esgoto na zona rural, mas não houve engajamento da prefeitura, por isso a gente continua nessa situação até hoje”, reclama.

Redes de coleta de esgoto são instaladas em áreas urbanas. Donos de casas, sítios, chácaras e outros imóveis do gênero em áreas rurais adotam o sistema de fossa séptica, filtro e sumidouro para coleta de esgoto doméstico, que formam uma estrutura viável e eficiente para um sistema de esgotamento em áreas rurais ou residências isoladas. A limpeza é de responsabilidade dos proprietários.

A Prefeitura desconhece o suposto “desestímulo” ao Instituto Trata Brasil. A Secretaria Municipal de Agricultura esclarece que existe o programa Mogi + Água, uma parceria com o Instituto Trata Brasil que, entre outros objetivos, estabeleceu a meta de instalar (em caráter experimental e como projeto-piloto), dez miniestações de tratamento de esgoto no bairro do Cocuera , fora da Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais (APRM).

No momento, quatro miniestações estão em funcionamento. O projeto ficou temporariamente suspenso por conta da pandemia de Covid-19, mas a meta é instalar as outras seis até setembro. Na parceria entre a Agricultura e o Trata Brasil, o Semae participa com apoio operacional.

Estrada

Outra reclamação de Leme é a tubulação que leva a água pluvial do bairro e atravessa a Estrada do Chá. Segundo ele, a tubulação está bastante desnivelada com a via. “Carro grande passa nesse trecho da estrada, que é bem no começo dela, sem problemas. Mas carro pequeno e moto enfrentam perigos, porque a tubulação já está bem à mostra. A prefeitura precisa nivelar lá”, ressalta.

Sobre a tubulação de drenagem na Estrada do Chá, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos informou que equipes já estiveram no local e identificaram a situação. Agora, estão cuidando do levantamento do tipo de material que terá de ser utilizado, para então programarem o reparo.


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