CARTAS

Colaboradores

A pessoa fica desempregada por um tempo e, sem dinheiro para pagar as contas, começa o desespero e clama por um emprego.

Aparece o emprego, essa pessoa trabalha exemplarmente por 90 dias! Passada a experiência, torna-se um peso para a empresa, comportando-se como se estivesse fazendo um favor para o cliente e para os patrões.

Esquece completamente o período que ficou angustiada por falta de condições para manter suas necessidades.

Muitos ainda contaminam seu ambiente de trabalho, falando mal da empresa para os outros funcionários.

Eu me pergunto: como pode um ser humano se comportar dessa forma?

Como diz o ditado, tudo o que plantamos, colhemos. Se nos esforçamos para ser um excelente funcionário, mesmo que o patrão não reconheça, devemos nos comportar para nós mesmos e não para terceiros. No final do expediente, agradecemos a Deus por mais aquele dia de trabalho e voltamos para nossa família com o sentimento do dever cumprido.

A empresa demite um funcionário apenas por dois motivos: por dificuldades financeiras ou por má performance dele.

E, quando ocorre essa demissão, vem a pior parte: ele entra na Justiça contra a empresa, alegando um elenco de inverdades, buscando alguma vantagem financeira. Reputo como a pior das ingratidões que um funcionário pode fazer contra a empresa que o acolheu. Principalmente porque a maioria delas tenta fazer as coisas dentro da lei. E, se o funcionário acha que alguma coisa não está de acordo, tem dois caminhos: reclama seus direitos para o patrão, ou muda de emprego.

E depois o empresário enfrenta ainda outra grande injustiça: muitos juízes do Trabalho dão guarida a esses pedidos, muitas vezes visivelmente injustos, indevidos e claramente contestáveis.

Antonio J. Garcia

antonio.garcia1955@gmail.com


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