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Com estoques baixos há três meses, Banco de Sangue da Santa Casa de Mogi precisa de doações com urgência

SAÚDE Um grupo de funcionários do hospital prepara uma denúncia a órgãos fiscalizadores diante do aumento do número colaboradores contaminados. (Foto: arquivo)
SERVIÇO Banco de Sangue da Santa Casa precisa com urgência de doadores de todos os grupos sanguíneos. (Foto: arquivo)

Com os estoques oscilando em níveis preocupantes há três meses, o Banco de Sangue que funciona na Santa Casa de Misericórdia de Mogi e atende outros hospitais públicos e privados do município necessita com urgência de doadores de todos os grupos sanguíneos. Reflexo da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), a média diária de doações no hospital filantrópico caiu mais de 80% – fenômeno observado em todo o Estado. Antes da quarentena, a unidade recebia cerca de 20 voluntários por dia, número que caiu para três. A situação acende um alerta porque a demanda por transfusões é constante.

O Banco de Sangue e a Santa Casa afirmam que a doação é segura, e explicam que adotaram diversos protocolos para evitar a disseminação do vírus, bem como aglomerações. O ato heroico pode salvar até quatro vidas, já que o material coletado pode ser destinado a diferentes pessoas necessitadas, desde vítimas de acidentes graves e pacientes que tratam um câncer a recém-nascidos prematuros.

Há 14 anos na unidade, a supervisora do serviço, Adriana Felipin, afirma que já viu os estoques caírem diversas vezes, mas nunca por um período tão longo quanto atualmente. A própria

profissional optou por fazer uma doação diante da situação classificada por ela como “crítica”.

Todos os estoques do Banco da Santa Casa estão baixos. A situação mais grave é dos tipos sanguíneos 0-e o+, que segundo a supervisora operam em 10% da capacidade.

Para Adriana, a baixa adesão de doações pode ser explicada por diversos fatores. Cita que no momento em que toda a população recebe a recomendação para ficar em casa, sempre que possível, a oferta de doadores cai, enquanto surgem novas dúvidas e temores.

A profissional acredita que embora a preocupação de muitos em sair de casa seja válida, é importante considerar ajudar pacientes que sofrem com outras doenças. “O hospital não consegue trabalhar sem sangue e a demanda é constante”, frisa.

Uma questão frequente é se pessoas que parecem estar sadias, mas são assintomáticas para a Covid-19, poderiam colocar em risco a vida de outras pessoas ao procurar um centro de coleta. Adriana esclarece que não há evidência, atualmente, de transmissão transfusional do novo coronavírus.

Porém, segundo o Ministério da Saúde, se o doador esteve em contato com algum paciente que teve Covid-19 ou apresentou sintomas, não poderá doar sangue no período de no mínimo 14 dias.

Algumas das ações de prevenção adotadas no serviço incluem a diminuição no número de pessoas permitidas simultaneamente na sala de coleta, bem como na fila de espera, além do reforço de higienização.

É comum que os estoques de sangue caiam anualmente nos meses de junho e julho – períodos de férias quando historicamente acontecem mais acidentes. “Por isso costumamos criar campanhas especiais no período, mas muitas precisaram ser suspensas, sem previsão de volta”, explica a profissional. No mundo, 14 de junho é celebrado o dia Mundial do Dador de Sangue.

O Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia atende de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12 horas. O doador deverá apresentar documento de identidade com foto e não estar em jejum. Os interessados em colaborar devem se informar em http://www.santacasamc.combr/servicos/banco-de-sangue/ .


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