LUCAS NAUFEL

Com foco na cardiologia pediátrica

Inspirado no avô e no pai, Lucas Naufel se formou médico pediatra e atende na Cidade e na Capital, mas é um profissional em busca de novas especializações. Sua vida é uma correria, mas ele não liga, gosta do que faz. Aliás, a corrida é o seu hobby. (Foto: Eisner Soares)
Inspirado no avô e no pai, Lucas Naufel se formou médico pediatra e atende na Cidade e na Capital, mas é um profissional em busca de novas especializações. Sua vida é uma correria, mas ele não liga, gosta do que faz. Aliás, a corrida é o seu hobby. (Foto: Eisner Soares)

Seja em maratonas ou no dia a dia, o médico Lucas Zambusi Naufel está sempre ‘correndo’. Isso porque mesmo quando ele não está praticando seu hobby, a corrida, está na agitação dos afazeres profissionais, como pediatra. Os plantões e os estudos fazem com que o mogiano divida-se entre os atendimentos na Cidade e na Capital, mas mesmo com pouco tempo livre, aos 26 anos ele já pensa na terceira especialização da carreira.

A medicina sempre esteve nos planos de Lucas. Afinal, ele vem de uma família de médicos: o avô materno Onofre Zambuzzi, e o pai, Henrique Naufel, são pediatras. Além deles, a mãe, Ana Cristina, é farmacêutica. O próprio Lucas brinca que a única opção para ele e os irmãos era cursar medicina. O que realmente aconteceu, já que ele e Daniel, o irmão mais velho, já são formados, e Pedro, o irmão do meio, está na graduação.

A decisão de Lucas pela medicina se deu ao final do Ensino Médio, quando retornou de um intercâmbio no Canadá. Aos 17 anos, em 2010, ele passou no vestibular da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), onde estudou por cinco anos.

E logo no início da faculdade, o mogiano buscou se envolver com a pediatria, especialidade da família. Quando chegou na reta final do curso, optou por fazer um estágio em Miami, e integrou, por um mês, a equipe do Holtz Children’s Hospital.

Quando retornou da temporada nos Estados Unidos, Lucas estava determinado a estudar para atingir o nível de atendimento prestado por lá. Para isso, teve como referência o próprio pai, que o incentivou a buscar a especialização em pediatria.

Lucas então passou na prova para a residência, e escolheu estagiar, pelos próximos dois anos, na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que também funciona como um hospital-escola. Num primeiro momento, ele participava de atendimentos gerais, mas logo passou a atuar em diferentes especialidades, como nefrologia, pneumologia, infectologia, endocrinologia e cardiologia, sendo esta última a área em que mais gostou de trabalhar.

Ao se formar pediatra, no ano passado, Lucas foi convidado a trabalhar na Santa Casa de São Paulo, como chefe da turma de residentes. Ele aceitou, e dá plantões lá pelo menos duas vezes por mês. Nas demais datas, atende pela clínica da família, a São Nicolau, no Centro da Cidade. Desde o último mês de março, aliás, ele figura também a equipe do Instituto Dante Pazzanese, na Capital, porém como aluno da especialização em cardiologia pediátrica, que concluirá em 2020.

As atribuições profissionais e acadêmicas fazem com que Lucas fique entre Mogi e São Paulo. Ele próprio diz que tem um pé lá e outro cá, mas ainda assim encontra tempo para correr. O hobby começou no quarto ano de faculdade, quando a UMC inscrevia alunos para algumas maratonas. Os colegas de classe o estimularam a participar, e nunca mais parou. Sempre que pode, Lucas está correndo, seja para treinar ou participar de provas de 10, 15 ou 21km.

Já como médico, ele atende crianças de todas as idades, desde recém-nascidos a adolescentes, com os mais variados quadros clínicos. Num dos casos mais marcantes, por exemplo, a partir da análise de um hemograma de um paciente com Síndrome de Down, Lucas identificou leucemia em fase inicial. Como o diagnóstico foi precoce, o tratamento foi iniciado a tempo.

São situações como essa que o motivam profissionalmente, e por isso, mesmo com a ‘correria’ ele não pensa em diminuir o ritmo. Na verdade, o médico já está pensando em qual especialização vai fazer depois que terminar a cardiologia pediátrica. Ele quer também continuar na Santa Casa de São Paulo, e se prepara para o casamento com Nicole Souza, marcado para abril de 2019.

Curto-circuito
Viver em Mogi é… me sentir em casa o tempo todo

O melhor da Cidade é… a proximidade entre as pessoas e os lugares

E o pior? O clima indeciso (minha rinite não gosta)

Sinto saudade… da minha avó Neyde e suas gargalhadas

Encontro paz de espírito… correndo na rua

Pra ver e ser visto… Clínica Infantil São Nicolau

Meu prato preferido é… o típico brasileiro: bife, arroz, batata, farofa e ovo (sem feijão)

Livro de cabeceira… Bíblia Sagrada

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa? Atualmente tem sido o jaleco

O que não tem preço? Estar em casa com a família

Uma boa pedida é… ouvir um bom e clássico rock ‘n roll

É proibido… perder tempo reclamando da vida

A melhor festa é… a que você se diverte

Convite irrecusável… Passear em Campos do Jordão, no inverno

O que tem 1001 utilidades? Saber dizer por favor e obrigado

Meu sonho de consumo é… viajar o mundo, país por país

Qual foi o melhor espetáculo da minha vida? O nascimento do meu sobrinho Davi

Cartão-postal da Cidade… O pôr do sol no Pico do Urubu

O que falta na Cidade? Uma pista de atletismo

Qual é a química da vida? Sonhar alto e lutar muito, mas sem perder o equilíbrio

Deus me livre de… perder a minha fé