INFORMAÇÃO

Com quem estará o partido de Costa Neto nas próximas eleições?

Entre tantas outras dúvidas que persistem na cidade em relação às futuras eleições municipais, uma parece ser decisiva – ou crucial, segundo alguns observadores da cena política local: para qual lado deverá pender o PR do ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, que continua a comandar o partido com mãos de ferro, tanto na área federal quanto na municipal. O lançamento de um candidato próprio para concorrer à Prefeitura, a princípio, parece estar fora dos planos do partido. Faltam-lhe quadros com possibilidade reais de encarar tal desafio, com chances de vitória. Isso não significa, no entanto, que até o prazo final de apresentação dos candidatos, o partido não consiga encontrar alguém com esse perfil, além dos já cotados, Tadeu Candelária, presidente regional, e Marcos Damásio, atual deputado estadual. Distante de atuais outsiders da política local, como os ex-deputados Gondim Teixeira (PTB) e Junji Abe (MDB), o PR teria duas opções a escolher. Aliar-se ao grupo do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), ou com o do prefeito Marcus Melo (PSDB), candidato já declarado à reeleição. Parecem estar aí as possibilidades mais prováveis para ser decidida nos próximos meses. A princípio, Bertaiolli teria alguma vantagem, não fossem alguns desencontros da campanha passada, quando acordos previamente fixados não teriam sido cumpridos na totalidade entre os dois grupos. Melo, por sua vez, tem se aproximado do partido mantendo Clodoaldo de Moraes no cargo de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, e dando apoio ao presidente da Câmara, vereador Sadao Sakai, também do PR. O todo-poderoso chefão do partido, no entanto, continua silencioso. Há muito deixou de falar com a imprensa, inclusive a local, preferindo atuar apenas nos bastidores e articular sem interferências externas, durante os períodos de permanência na cidade, quando costuma receber os aliados na sede da rua Coronel Souza Franco. Bom jogador que é, Costa Neto certamente já sabe o que quer e espera o momento certo de colocar em prática a estratégia eleitoral da futura campanha. Se alguma surpresa ocorrer, portanto, não será motivo de esparnto. O certo é que as articulações continuam nos bastidores, com reuniões e sondagens. A solução para a sucessão será, possivelmente, conhecida no final deste, ou no início do próximo ano. De certeza, apenas um fato: o partido não ficará de fora e terá forte influência nas eleições de 2020 em Mogi. Quem viver, verá…

E as obras?

Enquanto os políticos locais continuam batendo cabeça e procurando individualizar suas ações junto a setores do governo estadual, nenhuma obra de maior necessidade para Mogi foi anunciada, até agora, pelo governador João Doria (PSDB). As estradas do Pavan e da Volta Fria estão aí, esburacadas e cheias de problemas, para comprovar.

Acordos

O vereador Rodrigo Valverde, virtual candidato do PT à Prefeitura, vem trabalhando para aglutinar novos partidos ao seu grupo de apoio. Tem conversado com agremiações mais à esquerda, mas ainda não anunciou eventuais conquistas. Estrategicamente, considera cedo demais para antecipar alguma novidade.

Na imprensa

A edição de ontem da Folha de S. Paulo trouxe uma longa reportagem sobre o imbroglio jurídico envolvendo o Casarão do Chá, do Cocuera. Com uma enorme foto de primeira página, onde aparecem Mary Nakatani (mulher de Akinori, que liderou o trabalho pela restauração do imóvel) e os filhos Higussa e Yuki, o jornal destaca que “depois da saga pelo restauro, antiga fábrica de chá corre o risco de despejo na Grande São Paulo”. A reportagem ocupa praticamente uma página do caderno Cotidiano.

Expresso

Não será surpresa para a coluna, se depois dos testes realizados durante a semana passada – e noticiados por este jornal, a CPTM antecipar a liberação do Expresso Leste, em todos os horários, no trajeto entre São Paulo e Mogi, e vice-versa. E quando isso ocorrer, João Doria deverá aproveitar para uma comunicação em grande estilo, como é de seu feitio. E como convém a uma região que espera pelo trem há tanto tempo.

Negociar com o Congresso não é fazer mensalão.

Fernando Henrique Cardoso (PSDB), comentando a falta de negociação entre governo e parlamentares para aprovação das reformas