DIFÍCIL

Com ruas e praças mais movimentadas, índice de isolamento em Mogi volta a cair

CENA Movimentação na cidade é cada vez maior apesar da orientação para que as pessoas fiquem em casa. (Foto: Fábio Aguiar)

A média de isolamento social em Mogi das Cruzes voltou a cair, segundo o monitoramento realizado pelo Governo do Estado. Os números mostram que na semana passada, a média considerando os dados de segunda-feira a domingo ficou em 51,1%. Já no período de 23 a 29 de março, primeira semana da quarentena, o decreto teve início apenas no dia 24 – a média do município ficou em 56,1%. Na semana seguinte, chegou a 58,4%, mas daí em diante foram quedas consecutivas, chegando a 54,4% na semana retrasada. Com níveis abaixo dos 70% indicados pelo Centro de Contingência do Coronavírus no Estado de São Paulo, o sistema de saúde pode viver um colapso.

Esses números são reflexo do cenário nas ruas, que já começa a aparentar, em muitos pontos, que a vida está voltando ao normal, mesmo após o Governo do Estado decretar na semana passada o prolongamento da quarentena até o próximo dia 31 de maio em todo o Estado. Além disso, em Mogi também está em vigor a obrigatoriedade do uso de máscaras. Entretanto, muita gente se nega a utilizar o equipamento de proteção individual.

Na manhã de ontem, a reportagem de O Diário percorreu alguns bairros da cidade e encontrou situações que promovem a disseminação do vírus. No Rodeio, muitas pessoas utilizavam a máscara na altura do queixo. Os especialistas em saúde alertam que ao voltar a máscara para o rosto, a pessoa pode se contaminar porque o lado exterior pode encostar no nariz e na boca, que são os principais pontos de entrada do vírus no corpo, bem como os olhos.

O movimento de carros no distrito também lembrava o período anterior à quarentena. Apesar de apenas os serviços essenciais estarem funcionando, havia aglomeração dentro da casa lotérica. São pessoas em busca do auxílio emergência do Governo Federal.

O fluxo de pessoas nas ruas é ainda maior na região central do distrito de Braz Cubas. Por lá há muita gente sem máscara e também comércios não essenciais funcionando com meia porta aberta, como lojas de roupas, assistência técnica, ou mesmo com as duas portas totalmente abertas, como papelarias e perfumarias.

As pessoas se aglomeravam também na fila da lotérica, agência dos Correios e no Cartório. Já em frente à Caixa Econômica Federal havia poucas pessoas. O mesmo ocorria na região central, tanto com pessoas nas ruas sem máscara, inclusive no entorno da Santa Casa.

A Prefeitura de Mogi informou que a fiscalização vem sendo feita desde a última quinta-feira, pelos agentes do Departamento de Fiscalização de Posturas, da Guarda Municipal, do Departamento de Vigilância Sanitária e do Procon.

A prioridade deste trabalho é a orientação dos mogianos. No entanto, dependendo da gravidade da situação, pode ocorrer autuação e o valor dependerá do enquadramento da autoridade de fiscalização e da gravidade do caso. Desde o início dos trabalhos, foram feitas 94 notificações a respeito do uso de máscaras pela fiscalização da Prefeitura. Também houve 12 multas, na ação que fechou uma tabacaria em Braz Cubas.

“Estão sujeitos à fiscalização tanto as pessoas físicas quanto as pessoas jurídicas – estabelecimentos comerciais, de serviço e empresas. De acordo com as informações disponíveis, a adesão da população ao uso de máscaras de proteção em Mogi das Cruzes vem sendo positiva. A Prefeitura Municipal mantém a orientação aos mogianos de que, quem puder, fique em casa e, se precisar sair, faça a utilização da máscara de proteção facial, de acordo com o que determinam os decretos municipal e estadual sobre o tema. Além disso, a Prefeitura também realiza ações de conscientização, como a distribuição de máscaras”, destacou a pasta.


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