PROBLEMA

Comerciantes da região central de Mogi exigem reforço na segurança

Comerciantes da região central da cidade se reunirão hoje, a partir das 11 horas, com o prefeito Marcus Melo (PSDB) na Prefeitura para discutir problemas relacionados à segurança pública no município. Eles estão incomodados com os pancadões, apresentação de blocos carnavalescos e aglomeração de jovens aos finais de semana na região da praça Norival Tavares e ruas próximas, onde se concentra grande quantidade de bares e restaurantes. O tema entrou em discussão ontem na sessão da Câmara.

O encontro foi agendado pelo vereador Marcos Furlan (DEM), “depois de ter sido procurado pelos comerciantes”, que teriam pedido a ajuda dele para tentar evitar esses eventos. Outros parlamentares da Casa devem estar presentes, assim como representantes da Secretaria de Segurança Pública, que responde pela Guarda Civil Municipal.

O assunto foi tratado ontem, durante a sessão da Câmara, pelo vereador, que falou sobre “a baderna” que aconteceu naquela área escolhida pelos integrantes de bloco carnavalesco no final de semana. Ele disse que os comerciantes do entorno reclamaram do barulho do som alto das músicas e de outros problemas como o tráfico e consumo de drogas.

“A gente entende que os jovens estão ansiosos de diversão, mas o problema é que nesses encontros acontecem muitas coisas estranhas. A reclamação dos comerciantes é sobre a baderna. Eles dizem que aquela área está virando terra de ninguém e pedem uma intervenção o quanto antes. Tem reclamações de tráfico de drogas, som alto e carros no meio da rua. Falei com o prefeito sobre a necessidade de adotar medidas de prevenção e ele disse que também vai chamar representantes da Polícia para falar sobre esses problemas”, disse Furlan.

O vereador Mauro Araújo (MDB) citou situações com ‘pancadões’ nas noites de sábado nas regiões da Vila Natal e Vila Oliveira.

Base

Outra crítica sobre segurança foi feita pelo vereador Diego de Amorim Martins (MDB), o Diegão, que usou a tribuna da Câmara para criticar o governo por falta de investimentos nessa área. Ele falou ainda sobre as reclamações de comerciantes da rua Thuller e de vias próximas ao local, porque a base da Polícia Militar, no Jardim Universo, “está desativada e abandonada”.

Também afirma que está sendo cobrado pelos moradores, que já levaram o caso para as redes sociais. “Aquela base não está servindo para mais nada. Os bandidos estão agindo naquela área, em frente a base. Os cidadãos que têm comércio ao lado estão sendo roubados. O que vamos falar para as pessoas? Somos cobrados pelos comerciantes e moradores que não querem saber de quem é a responsabilidade. Fazemos apelo ao Estado, mas não somos ouvidos. Se nada for feito, logo a base da PM vai se transformar em esconderijo de bandido”, alerta.

DDM

Os vereadores também aprovaram ontem a moção de Edson Santos (PSD), que apelou ao Governo do Estado de São Paulo pela instalação de uma Delegacia de Defesa da Mulher 24 horas, a fim de ampliar o atendimento às vítimas de violência doméstica.

Falta a consultas prejudica atendimento

A Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes registra mais de 20% de faltas nas consultas e exames agendados na rede pública municipal. O absenteísmo também acontece no atendimento odontológico. Esse grande número de pessoas que deixam de comparecer e nem sequer avisar prejudica aqueles que precisam de atendimento, porque deixa ociosa a vaga que poderia estar sendo usada por alguém que aguarda pelo serviço na fila de espera.

O vereador Protássio Ribeiro Nogueira (PSD), que presidiu ontem a audiência quadrimestral para prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde, chamou atenção para o problema e pediu mais colaboração e consciência por parte dessas pessoas que agem de forma descompromissada.

Durante o encontro, a secretária de Saúde, Rosângela Cunha, informou que o índice de faltas foram de 22% nas consultas e 29% nos exames no ano passado. Mesmo assim foram feitos 733.963 atendimentos referentes à urgência e emergência, em 2019, divididos na especialidade de pediatria e clínica médica. Ela também lamentou a elevada taxa de absenteísmo, principalmente nas consultas marcadas para dentistas. “Um quarto das pessoas marcadas não apareceu”, disse ela.

Foram apresentados ainda dados referentes ao último quadrimestre de 2019, tais como investimentos na saúde, gastos totais, controle de doenças, números de procedimentos clínicos e cirúrgicos, entre outros. Mogi aplicou 299,3 milhões no setor, o que representa 21,35% dos recursos municipais.

A equipe técnica também informou que em 2019 foram ofertadas 472.965 consultas, sendo 163.167 de médico clínico, 123.938 de ginecologista e obstetra, 107.193 de pediatra e 78.667 de dentista. Houve 1,1 milhão de exames.


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