REIVINDICAÇÃO

Comerciantes de Mogi pedem mais segurança durante a noite

Entidades reforçam a necessidade de policiamento durante a madrugada para inibir ações da gangue da marcha à ré. (Foto: Arquivo)

Durante a madrugada, com as portas dos estabelecimentos comerciais fechadas em Mogi das Cruzes, os criminosos deram início a uma série de crimes da mesma modalidade. Com o carro de marcha à ré, eles invadem as lojas arrebentando o que tem pela frente e levam as mercadorias. O primeiro episódio do tipo aconteceu no dia 14 de junho, na sequência foi no dia 26 do mesmo mês e sábado outro caso foi registrado. A Associação Comercial e o Sincomércio pedem apoio da Polícia Militar para que a segurança seja reforçada.

Por sua vez, o 17º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano informou em nota que “o policiamento da área central de Mogi da Cruzes está sendo reforçado com patrulhamento a pé e por equipes de Força Tática, sobretudo nos períodos da noite e madrugada, bem como está sendo realizado um trabalho conjunto com o monitoramento da Prefeitura Municipal, onde há policiais militares destacados para auxiliarem na segurança dos munícipes e lojistas”.

Durante a madrugada do sábado, as câmeras internas de uma loja na Rua Doutor Paulo Frontin flagraram quando o carro estoura a porta do estabelecimento. Na sequência duas pessoas encapuzadas adentram o local e começam a retirar as mercadorias. Ao final dos quase dois minutos que a ação demorou, um último criminoso entra no lugar.

Sem se identificar, o dono do comércio chegou a revelar que teve um prejuízo de cerca de R$ 7 mil com os vidros e portas que foram quebrados e mais R$ 25 mil em mercadoria. Até a tarde de ontem, ele ainda não havia registrado o Boletim de Ocorrência do caso. O sistema de monitoramento da loja avisou que o estrago na entrada teve início às 4h34.

A direção da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) já entrou em contato com o comando do 17º Batalhão da Polícia Militar para solicitar o reforço nas rondas na área comercial da cidade e está solicitando também providências da Polícia Civil e apoio da Guarda Municipal para identificação e prisão dos bandidos.

“Temos vários assaltos num curto espaço de tempo, na área central e com ações bastante parecidas. É fundamental que os órgãos de segurança ajam rapidamente para conter o avanço das ocorrências e, principalmente, para que não ocorra um medo generalizado. O comércio, no geral, ainda está com dificuldades por conta da crise econômica e da queda no consumo. Uma onda de insegurança, neste momento, só piora os resultados do setor e amedronta os lojistas”, pontua o diretor da ACMC, Mohamad Issa.

O dirigente ressaltou que situações como a atual demandam uma ação articulada de todos os órgãos de segurança e uso de todos os equipamentos disponíveis para identificação dos marginais, como imagens das câmeras de monitoramento instaladas em vários pontos da cidade.

A direção da ACMC também tem alertado os associados sobre as ocorrências e a necessidade de reforço nas medidas de segurança, como alarmes e câmeras internas. A entidade ressalta ainda a importância do registro de ocorrências nos meios oficiais para que providências possam ser cobradas das autoridades.

Além disso, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes (Sincomércio), Valterli Martinez, afirmou que também entrará em contato com 17º BPM a fim de solicitar o reforço da atuação policial no período da madrugada. “Em alguns locais, a Polícia já tem feito rondas de bicicleta e a pé e os casos de roubos praticamente não estavam sendo registrados no Centro. Mas agora, com tudo isso acontecendo, precisamos ver o que pode ser feito”, comentou.

Entre as câmeras de monitoramento da Prefeitura, uma está localizada na Paulo Frontin, no cruzamento com a Rua Presidente Rodrigues Alves. A Secretaria Municipal de Segurança informou que a ação de sábado não foi flagrada pelo equipamento, mas que as imagens que antecedem e sucedem o acontecimento estão à disposição da Polícia. Já a Polícia Civil informou apenas que já investiga se foi a mesma quadrilha que efetuou os furtos nas duas primeiras lojas.