MEDO

Comerciantes do Centro de Mogi investem em eletrônicos para reforçar a segurança

Além de equipamentos, algumas ruas contam com vigias particulares de dia e à noite. (Foto: Arquivo)
Além de equipamentos, algumas ruas contam com vigias particulares de dia e à noite. (Foto: Arquivo)

Por precaução e também para que problemas não voltem a acontecer, os comerciantes do Centro de Mogi das Cruzes passaram a investir em sistemas de segurança para seus estabelecimentos. Algumas ruas contam ainda com vigias particulares durante o dia e a noite. Se agora os roubos e furtos são presenciados em menor número nessa região, os lojistas reclamam ainda do vandalismo realizado nas madrugadas, que acaba deixando vestígios desagradáveis. E, ainda assim, são cautelosos para que não voltem a perder dinheiro e produtos.

Dono de uma loja de doces caseiros na Rua Padre João, Marcel Takano conta que cerca de dois anos atrás foi furtado duas vezes em uma semana. Nas ocasiões, os bandidos entraram pelo telhado e ele teve, então, de tomar previdências. “Depois disso, colocamos cerca em cima do imóvel, porque assim não dá mais para entrar pelo teto. Além disso, temos câmera para monitorar por 24 horas, o que também ameniza um pouco”, contou. Desde então, não sofreu mais ações criminosas.

Takano revela ainda que muitas vezes passa durante a madrugada pela rua da loja. “Quando venho aqui nesse horário percebo que é tudo muito deserto, o que facilita também outros atos. Porque os muros aqui da rua, por exemplo, estão muito pichados e isso deve ser feito durante a noite, quando não tem ninguém”, reclamou.

O vandalismo é relatado também por Sueli Yura, proprietária de uma loja de roupas na Rua Doutor Paulo Frontin. Ela conta que por ali é frequente que os comerciantes encontrem portas quebradas e as flores que enfeitam a via são constantemente arrancadas. “Muitas dessas flores foram os próprios lojistas que compraram, mas como sempre tiram, a gente acabou desistindo de repor”, reclamou.

Ainda na Paulo Frontin, Sueli explica que há mais de cinco anos os lojistas decidiram contratar vigias, que também fazem rondas na Rua Professor Flaviano de Melo. A solução reduziu o número de crimes por ali, mas esporadicamente eles ainda acontecem. “Esses dias uma loja de roupas foi furtada, enquanto as funcionárias estavam atendendo clientes”, relatou. Ela entretanto garante a eficiência de contar com os seguranças, já que em sua loja os roubos não acontecem mais, assim como em muitos outros estabelecimentos.

Quem também investiu em um sistema de monitoramento foi Sérgio Tukahara, dono de um restaurante. Há quase dois anos ele foi outro a ter o estabelecimento invadido pelo telhado. O bandido conseguiu levar dinheiro, uma televisão e ainda alguns produtos. Tukahara implantou então alarmes, que cerca de 40 dias depois já se mostraram eficiente. Isso porque o mesmo homem tentou furtar novamente o lugar, mas foi preso logo em seguida, ainda com o que levava do restaurante.

A fim de coibir os atos criminosos, a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) vem aprimorando o Núcleo Comércio Seguro para que os lojistas possam denunciar e buscar ajuda para a solução das mais diversas questões. Diretor da entidade, Mohamad Issa foi o criador do projeto. “Existe essa necessidade porque recebemos relatos de problemas variados, como a presença de flanelinhas, de andarilhos dormindo nas portas dos comércios, de arrombamentos de portas e muitas vezes as pessoas não sabem o que fazer, dessa maneira eles terão um apoio”, disse ele. A ideia é contar ainda com a colaboração dos órgãos públicos.

A Secretaria Municipal de Segurança informou que a Guarda Municipal realiza rondas e ações de patrulhamento pela região central e que este trabalho também tem a participação das câmeras de monitoramento da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp). Estas ações vêm apresentando resultados, segundo a Pasta. No ano passado, 15 pessoas foram detidas na região com flagrantes de atos de vandalismo, pichação e tráfico de drogas.

É importante lembrar que as pessoas flagradas em atos de vandalismo também recebem multas. A população também pode colaborar com este trabalho de combate a estes atos, denunciando a prática pelo telefone 153, da Ciemp, que funciona 24 horas por dia.

Aumento de roubos e furtos é motivo de preocupação em Jundiapeba
Se os comerciantes do Centro de Mogi das Cruzes se sentem mais seguros atualmente, em Jundiapeba não acontece o mesmo. Isso porque os roubos e furtos a estabelecimentos são recorrentes no Distrito, que vem cobrando soluções para a falta de segurança. A Polícia Militar informou que faz acompanhamento diário dos indicadores criminais da região por meio dos sistemas inteligentes. Este ano, durante a madrugada, aconteceram em Jundiapeba um total de 15 furtos em estabelecimentos comerciais que tiveram boletins de ocorrências registrados. Destes, sete foram em janeiro e os outros oito neste mês.

Localizado próximo ao número 1.215 da Avenida Lourenço de Souza Franco, o prédio que abrigava, até 2013, o pelotão da Polícia Militar Rodoviária do Alto Tietê tem sido uma preocupação aos comerciantes do local, já que passou a abrigar moradores de rua e usuários de drogas. A PM informou que nessa via seis casos de furtos foram registrados.

A Polícia Militar afirmou também que o policiamento ostensivo preventivo é realizado na região por meio de programas de policiamento, tais como rádio patrulhamento, rondas com apoio de motocicleta e o policiamento de força tática. Disse ainda que, apesar de o policiamento ser 24 horas, faz-se necessário a prevenção primária onde o ambiente se torna mais seguro e a conduta das pessoas também é voltada à prevenção de ocorrências. Reiterou que um dos mecanismos que tem efeito positivo no combate a esse delito é o uso de câmeras de monitoramento e alarmes por parte do proprietário, pois inibe a atuação dos marginais.


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