ARTIGO

Como escolher um candidato

Olavo Câmara

Os brasileiros de modo geral, escolhem os candidatos por três motivos: “voto de troca; voto por afinidade e voto de consciência”. O voto de troca é o mais utilizado, tanto pelos candidatos como pelos eleitores. Voto nele porque se eleito conseguirá emprego para mim ou para meu irmão, meu primo, etc. Já o voto de afinidade é o eleitor que vota neste ou naquele por ele ou ela é bonito, tem um belo discurso e a cor dos olhos ou dos cabelos agradam o eleitor. Mas, o voto mais importante é o voto de consciência. O voto de consciência quem pratica é o eleitor exigente, culto e letrado ou com cultura geral. No Brasil o voto de consciência varia entre três e cinco por cento. E o que é o voto de consciência? É o eleitor que investiga a vida do candidato, o seu grau de instrução e analisa se as suas propostas são viáveis.

Atualmente os eleitores têm como investigar a vida dos candidatos. Basta consultar os registros nos cartórios eleitorais, no TRE – Tribunal Regional Eleitoral e no TSE – Tribunal Superior Eleitoral. É possível obter certidões no cartório distribuidor do Fórum, para saber a situação cível e criminal do candidato.

Mas, a análise que deve ser feita é uma conversa estreita com o candidato. Saber o seu grau de instrução e lhe fazer as seguintes perguntas: O senhor já leu e conhece a Constituição Federal da República? Estudou a Lei Orgânica do Município e a Constituição Estadual? Como pretende viabilizar seus projetos? Caso seja eleito, pretende se envolver em atos ilegais como corrupção ativa e passiva? Irá se cadastrar para receber o “mensalinho”? Por último, obter informações sobre a ficha limpa! Procurar saber se o candidato está sendo processado e se a sua ficha pessoal é suja ou limpa. Após escolher e votar no candidato, acompanhar a sua trajetória e desempenho político. Isto se chama politização.

Olavo Câmara e´advogado, professor, mestre e doutor em Direito e Política


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