EDITORIAL

Como será?

A proximidade da reabertura de mais um grupo do mobiliário comercial e do setor de serviços reanima as apostas sobre como será a cidade nos próximos meses e anos.

Quando as pessoas começarem a se sentir mais seguras para sair de casa, a retomada gradual e ainda em um cenário imprevisto, virá embalada por novidades.

Não se sabe quanto tempo isso vai levar, e nem quando a economia vai estabilizar os setores de alimentação e lazer. Os municípios precisam se preparar para esse momento.

Para além das mudanças de hábitos (fila de espera, uso da máscara e o reforço da higiene pessoal), já há quem mire e inicie projetos para mudar o desenho interno e externo de bares, restaurantes, pizzarias, academias, e outros.

Mesas de bares e restaurantes ao ar livre, por exemplo, serão norma para a continuidade de atividades em endereços tradicionais ou a abertura de novos espaços. Essa versão, no entanto, esbarra em uma fronteira bem estabelecida na Mogi das Cruzes de ruas estreitas, e calçadas mais estreitas ainda.

Soluções para esses desafios deverão mover a criatividade e a expertise de comerciantes e dos profissionais do planejamento urbano, além do próprio poder público. Até aqui, mesas em calçadas sempre foram um problema.

Mesmo a curto prazo, a adaptação às regras sanitárias terão de ter o amparo legal para a aprovação de reformas e novas construções. O Comitê Gestor da Retomada Econômica já tem trabalhado nesse sentido.

A necessidade do isolamento social vai favorecer os espaços já existentes, como os de centros comerciais que possuem praças e áreas internas de convivência. Esse também é o caso dos shoppings e grandes supermercados.

Poderá ganhar força a projeção de mais calçadões, espaços para o pedestre que atendem ao mesmo princípio e conceito: o de qualificar a vida ao ar livre e promover interação social das pessoas e das construções.

Mesmo após o encontro da vacina contra a Covid-19, esse fenômeno sanitário – que não será o último – deixa um rastro de destruição social e econômico consistente para mudar a maneira como as pessoas vivem nas cidades.

Outra aposta é as feiras e mercados abertos para a venda e troca de produtos. Nesse quesito, o sucesso das feiras noturnas fala por si. A troca e venda de produtos e de vivências culturais movimentam a história das sociedades desde sempre. No futuro, não será diferente, mas terá novidades.


Deixe seu comentário