ARTIGO

Comunicação nas eleições 2020

Caio Bruno

Mesmo com o adiamento das eleições de 2020 pelo Congresso Nacional por meio de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) promulgada no início de julho, o pleito deste ano será atípico para todos os participantes: eleitores, candidatos e suas equipes.

O marketing político, claro, não fica de fora dessas mudanças impostas pela pandemia do novo Coronavírus. Com as medidas de distanciamento social, isolamento e quarentena, as ferramentas digitais assumem posição ainda mais importante para os postulantes a novos prefeitos e vereadores nas 5.570 cidades do Brasil.

Mais do que um repositório dos encontros e agendas do dia a dia, de mensagens detalhando propostas e reforçando sua imagem, os candidatos devem utilizar as mídias digitais também para estreitar laços com o eleitor, acolhendo-o com presença intensificada e com produção de conteúdo focado e segmentado.

Nesse ponto, é importante o trabalho de analisar o público de suas redes e identificar possíveis influenciadores. Dessa forma, abastecendo-os com material e até treinamento, a campanha de forma virtual é intensificada alcançando um maior número de pessoas.

Outra ferramenta muito utilizada é a produção de vídeos, sempre roteirizados com produção e edição e com informações gerais ou específicas sobre um determinado setor, público ou ação. Essa mídia, para gerar bons resultados, deve ser realizada em pílulas de até 1 minuto, o que facilita sua proliferação por meio de aplicativos de conversas e redes sociais.

Dependendo da característica do local e do perfil dos eleitores, reuniões por vídeo conferência podem ser uma saída viável nos tempos atuais, otimizando tempo e recursos.

O planejamento dessas ações deve ser feito, claro, seguindo o calendário já divulgado pela Justiça Eleitoral e que venha de acordo com as necessidades do candidato.

Estamos acostumados com o porta a porta, o contato caloroso e o bom bate-papo presencial pelas ruas, mas vivemos uma situação inédita, tendo que se adaptar às novas realidades e o processo eleitoral também terá que ser de um modo diferente esse ano.

Caio Bruno é jornalista, pós-graduado em Comunicação e especialista em Marketing Político (www.caiobruno.com.br)


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