Confiança no futuro

A aproximação do governo municipal do polo industrial da cidade é peça a ser somada aos índices de confiança que começam a despontar em pesquisas sobre a retomada da economia. Não será uma recuperação robusta, fácil é nem rápida. Aliás, técnicos e especialistas de fundações e institutos econômicos ainda discutem se a recessão iniciada em 2014 foi superada antes da pandemia.

A Covid-19 colocou tudo isso em suspensão porque paralisou boa parte dos mercados e dos planejamentos embora, também seja flagrante o fato de alguns dos nichos de produção e geração de renda terem sido demandados fortemente como as indústrias farmacêutica, alimentícia, papel e higiene, tecnologia e internet.

Há um dito popular frio para o momento econômico, dirão muitos, que pode ser proposto como reflexão sobre a reação aos efeitos mais sombrios do último trimestre. Diz o seguinte: “enquanto uns choram, outros vendem lenços”. E há os que, entre essas duas opções, partem mais rapidamente para minimizar os estragos de uma tempestade.

Na agricultura, esse conhecimento é empírico. Uma safra perdida para uma geada é superada com o replantio na mesma terra. São ciclos que se movimentam.

As ações do programa de retomada da economia, a partir da escuta e do diálogo com empresários pequenos, médios e grandes, se encaixam nesse modelo e irrigam a confiança em melhores dias.

Publicamos algumas notícias favoráveis como a geração de 250 novos empregos na Ponsse, que irá fornecer equipamentos para a extração de eucaliptos no interior de São Paulo. Já a AGCO-Valtra também prevê a criação de 50 novos empregos para a instalação de uma linha de montagem de pulverizadores.

Veja, isoladas, essas notícias não resolverão todos os nossos problemas. A indústria foi duramente afetada com a redução de jornada e salários, e demissões, nos últimos meses.

Porém, manter esses investimentos no parque fabril da cidade será decisivo para dar ritmo à retomada da economia local e da geração de impostos.

Nesse aspecto, o diálogo aberto pelo prefeito Marcus Melo pode surtir efeito e atenderá a um outro quadro que a conferido: a competição entre as cidades brasileiras que deverá se acirrar nos próximos meses e anos durante a recolocação da economia nos trilhos.


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