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Coronavírus: não há risco de vírus disseminar para uma epidemia no Brasil, diz secretário

Passageiros usam máscaras para evitar a contaminação pelo coronavírus em estação ferroviária de alta velocidade, em Hong Kong. (Foto: Kin Cheung/AP)
Passageiros usam máscaras para evitar a contaminação pelo coronavírus em estação ferroviária de alta velocidade, em Hong Kong. (Foto: Kin Cheung/AP)

O secretário substituto de Vigilância em Saúde, Júlio Croda, afirmou nesta quinta-feira, 23, que não há, até o momento, nenhum risco de o coronavírus disseminar como uma epidemia. Segundo ele, o Brasil está preparado para possíveis suspeitas de casos e órgãos do governo se preparam para caso haja uma mudança no cenário.

Apesar de cincos Estados terem notificado sobre casos suspeitos da doença, o governo federal descartou as ocorrências. Segundo o secretário, nenhum paciente se enquadrou nos critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para considerar suspeito, o paciente tem que ter apresentado sintomas gripais, ter viajado para a cidade chinesa de Wuhan ou ter tido contato com pessoas infectadas pelo vírus. Foi baseado nesses critérios que o governo federal descartou o caso de suspeita em Minas Gerais.

“É natural que no início tenha confusão sobre a identificação de casos. Nem a Organização Mundial da Saúde tem claro conhecimento a respeito da transmissão. Imagina nós que nem temos casos suspeitos no momento”, afirmou a jornalistas.

Croda afirmou que caso algum se enquadre nos parâmetros, o governo federal custeará o exame específico. Os parâmetros que serão considerados, segundo Croda, podem ser atualizados a qualquer momento. Essas mudanças serão divulgadas, diariamente, no site do Ministério.

Por recomendação da pasta, agentes de vigilância sanitárias de aeroportos, portos e fronteiras devem ficar atentos sobre possíveis casos. Não há recomendações para testar todos os passageiros que chegarem de voos de locais com confirmação de infecção ou para cancelamentos de viagem para a China.


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